Universidades vão “atacar” dores do mercado e do Estado com pesquisa e desenvolvimento


Por Matheus Dias
Pesquisadores de Universidades do Paraná atuando em P&D

Foto: Jéssica Natal/Arquivo UEPG.

Pesquisadores de Universidades do Paraná atuando em P&D
Foto: Jéssica Natal/Arquivo UEPG.

As universidades estaduais do Paraná vão atacar dores e problemas dos setores público, privado e do terceiro setor com ciência, pesquisa e desenvolvimento. O processo está sendo administrado pela Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (AGEUNI) e, na Universidade Estadual de Ponta Grossa, pela Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da UEPG (Agipi).

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Está em vigência uma chamada pública em que os setores do mercado, do Estado e do terceiro setor puderam submeter suas demandas, as quais poderiam ser solucionadas por meio de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Alguns exemplos de demandas foram, por exemplo, “Reaproveitamento sustentável da cinza de madeira em materiais de construção civil” e “Análise de fatores associados à resistência ao carrapato na raça Purunã de bovinos de corte”.

Em Ponta Grossa, o comitê regional da AGEUNI selecionou dez propostas com base em critérios técnicos definidos em edital. Foram selecionadas nove propostas privadas e uma estatal, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR – EMATER. A seleção aceita recurso e o resultado final deve ser divulgado nesta sexta (19) ou na segunda (22).

Depois, o Comitê Estadual da AGEUNI irá selecionar 70 demandas entre as selecionadas das nove AGEUNIS existentes no estado. Os recursos virão da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e não das universidades, mas a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação serão implementadas por elas, explica o professor César Abud, da AGEUNI de PG. 

Após a seleção do Comitê Estadual, será publicado novo edital para que as universidades apresentem os projetos que poderão resolver as demandas selecionadas. O Comitê Estadual que irá selecionar o projeto de pesquisa que irá atender cada demanda. Ou seja, uma demanda de Londrina poderá ser atendida por um projeto de pesquisa da UEPG e vice-versa, conclui o docente. 

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