
O Instituto Mundo Melhor (IMM) conquistou a autorização oficial da 2ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) para ofertar o Curso de Conferência de Grupo Familiar (CGF). O reconhecimento legitima a capacitação de profissionais em uma metodologia que busca construir soluções compartilhadas e evitar o acolhimento institucional de crianças e idosos em situação de vulnerabilidade.
A Conferência de Grupo Familiar é uma prática da Justiça Restaurativa aplicada principalmente em casos complexos acompanhados pelo Poder Judiciário, Conselho Tutelar e órgãos de assistência social (como CREAS e CRAS). O objetivo é reunir a família estendida — incluindo tios, avós, vizinhos e pessoas de confiança — para que o próprio grupo desenhe um plano prático de proteção à vítima, evitando medidas drásticas como o encaminhamento para abrigos ou asilos públicos.
Na prática da área de Infância e Juventude, a metodologia é acionada em cenários de negligência ou vulnerabilidade extrema. Em vez de o juiz retirar imediatamente a guarda dos pais e abrigar a criança, o facilitador reúne a rede familiar para pactuar responsabilidades: um tio assume o transporte escolar, a avó acolhe as crianças durante o turno de trabalho dos pais e a assistência social monitora o cumprimento das metas.
O mesmo formato se aplica à proteção da Pessoa Idosa, em situações de isolamento ou esgotamento dos cuidadores principais, que podem gerar violência psicológica ou abandono. A conferência reúne os familiares para redistribuir tarefas, organizar escalas de cuidados e definir auxílios financeiros compartilhados, garantindo a permanência do idoso no ambiente familiar com dignidade.
O curso do IMM vai preparar profissionais para atuar como facilitadores desses encontros, fornecendo técnicas de mediação necessárias para gerenciar conflitos históricos e direcionar as reuniões para resoluções práticas.
“Agradecemos à 2ª Vice-Presidência do TJPR pelo compromisso com a expansão qualificada das práticas restaurativas no Paraná. Esse é um passo importante para fortalecer políticas públicas que realmente colocam as pessoas no centro”, enfatiza a instrutora de Justiça Restaurativa e pedagoga do IMM, Erica Lemes. (das assessorias)
