
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) emitiu uma decisão liminar que autoriza Requião Filho a se desfiliar do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão do desembargador Guilherme Denz garante que o deputado não sofrerá prejuízos em seu terceiro mandato como deputado estadual.
Requião Filho afirma que a sua saída do PT é uma consequência da falta de coerência que a sigla tem entre o discurso e a realidade.
Em dezembro, o deputado havia sinalizado que aguardava a decisão do TRE para deixar o partido e declarou sua pré-candidatura ao governo do Paraná.
Sobre o novo partido, Requião Filho afirma que ainda não tem definições. Ele destaca ter recebido diversos convites, mas que ainda está analisando as propostas. Em suas declarações, o parlamentar defende uma escolha pautada na viabilidade de construir um projeto de sociedade e governo, respeitando as necessidades da população.
“Ainda preciso compreender qual partido nos permitirá fazer a política da forma que acreditamos”, pontua.
E o PT?
Segundo Requião Filho, os diretórios nacional, estadual e municipal do PT emitiram uma Carta de Anuência de Desfiliação Partidária, autorizando sua saída do partido. O documento caracteriza como “conflitos inconciliáveis” a candidatura do ex-governador Roberto Requião em um partido adversário na disputa das eleições municipais de 2024 para a Prefeitura de Curitiba. Roberto Requião também fez duras críticas ao PT e ao presidente Lula, e se desfiliou em março de 2024.
