Projeto estabelece novo protocolo de anestesia em castrações no PR


Por Cícero Goytacaz
Anestesia animal

Foto ilustrativa/Divulgação/Assessorias

Anestesia animal
Foto ilustrativa/Divulgação/Assessorias

Um projeto protocolado nesta segunda-feira (15), na Assembleia Legislativa do Paraná, estabelece regras mais rigorosas para castrações e outros procedimentos cirúrgicos em cães e gatos no PR. Proposto pelos deputados estaduais Marcelo Rangel (PSD) e Mabel Canto (PP), o projeto visa garantir a anestesia geral completa e analgesia adequada em animais, em operações executadas, financiadas e apoiadas pelo Governo do Estado.

O objetivo é proibir a utilização isolada de sedativos ou medicamentos que não eliminam a percepção da dor durante os procedimentos. De acordo com Marcelo Rangel, a iniciativa representa um avanço importante na proteção e no bem-estar animal, estabelecendo padrões técnicos mínimos que devem ser seguidos em programas públicos de esterilização e demais intervenções cirúrgicas.

“O Estado precisa assegurar que os procedimentos realizados com recursos públicos sejam conduzidos com responsabilidade, segurança e respeito à vida animal. Não podemos admitir que cães e gatos sejam submetidos a cirurgias sem a garantia de uma anestesia eficaz e do controle adequado da dor”, defende.

A deputada Mabel Canto também destaca a importância da medida para fortalecer as políticas públicas voltadas à proteção dos animais no Paraná. Segundo ela, o projeto contribui para humanizar os atendimentos e oferecer mais segurança tanto para os pacientes quanto para os profissionais envolvidos.

Novo protocolo

Entre os principais pontos da proposta está a obrigatoriedade do uso de protocolos completos de anestesia geral, capazes de garantir inconsciência profunda, analgesia total, relaxamento muscular e monitoramento contínuo durante todo o procedimento. O texto também determina que a recuperação anestésica seja completa antes da liberação do animal ao tutor.

Outro destaque é a regulamentação sobre os materiais utilizados nas suturas internas. O projeto exige o emprego de fios absorvíveis e biocompatíveis, proibindo o uso de materiais considerados inadequados, como o nylon, em procedimentos internos, reduzindo riscos de inflamações, infecções e complicações pós-operatórias.

Marcelo Rangel ressalta que a proposta não cria novas despesas obrigatórias para o Estado nem interfere na autonomia dos médicos-veterinários, mas apenas estabelece critérios mínimos de qualidade para procedimentos custeados com recursos públicos, alinhados às recomendações técnicas da Medicina Veterinária moderna. (Com informações: Assessorias)

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