
O Plano Estadual de Logística e Transportes Integrado (PELTI 2040) projeta o futuro da infraestrutura logística do Paraná com uma visão integrada e colaborativa. Coordenado tecnicamente pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o plano define as principais obras e investimentos estratégicos para o setor até o ano de 2040, com base em um processo participativo que envolveu mais de 20 entidades da sociedade civil e do poder público.
Para José Alberto Pereira Ribeiro, vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Infraestrutura, o diferencial do PELTI está no processo de construção coletiva. “O PELTI foi elaborado de forma colaborativa, ouvindo a sociedade e o setor produtivo. Esse diálogo é essencial para alinhar o desenvolvimento logístico com as vocações regionais e com os planos estaduais e federais”, afirma. O processo contou com oito encontros regionais em cidades estratégicas como Londrina, Maringá, Cascavel, Pato Branco, Guarapuava e Curitiba, reunindo mais de 500 participantes. As discussões permitiram levantar demandas locais e integrar diferentes perspectivas sobre o transporte de cargas e pessoas no Estado.
Já o superintendente da Fiep, João Arthur Mohr, destaca a importância de um plano que nasce da sociedade civil organizada. “O plano supera a descontinuidade dos projetos públicos e garante legitimidade e continuidade às políticas de transporte, independentemente das mudanças de governo”, explica. Segundo ele, o PELTI representa uma ferramenta de governança e planejamento técnico capaz de dar estabilidade e visão de longo prazo às decisões de infraestrutura do Paraná.
O documento contempla quatro modais principais — rodoviário, ferroviário, portuário e aeroportuário — e apresenta um conjunto de obras estratégicas que visam melhorar a competitividade e a eficiência logística do Estado. Entre as prioridades estão as novas concessões e duplicações rodoviárias, a reestruturação da Ferroeste e a concessão da Malha Sul, além da ampliação e dragagem do Porto de Paranaguá e do fortalecimento da aviação regional.
A proposta de integração entre os modais é um dos pilares do plano. “De nada adianta uma excelente ferrovia se não houver infraestrutura portuária para escoar as cargas, ou um porto moderno sem rodovias adequadas para acesso. O futuro da logística passa pela integração total dos sistemas”, reforça Ribeiro. A inclusão da letra “I” de Integrado no nome do plano simboliza justamente essa visão de sinergia entre os diferentes modais de transporte.
Mais do que um documento técnico, o PELTI 2040 consolida-se como um instrumento de planejamento estratégico e continuidade administrativa, posicionando o Paraná como referência nacional em gestão logística. A iniciativa reforça o papel da Fiep como articuladora do diálogo entre o setor produtivo e o poder público, e aponta para um futuro em que infraestrutura, eficiência e sustentabilidade caminham juntas.
Mais informações sobre o PELTI estão disponíveis em www.fiepr.org.br/pelti.
