Paraná implementa medidas para ajudar empresas na crise dos EUA


Por Redação Diário dos Campos

Governador Carlos Massa Ratinho Junior participa das comemorações de Aniversário de 90 anos do Porto de Paranaguá - 17/03/2025

Governador Carlos Massa Ratinho Junior participa das comemorações de Aniversário de 90 anos do Porto de Paranaguá - 17/03/2025

O Governo do Estado do Paraná vai implementar uma série de medidas para proteger as empresas paranaenses que serão afetadas pela crise nos Estados Unidos (EUA). A preocupação tem aumentado com a chegada da última semana antes de entrarem em vigor as tarifas de importação de 50%, anunciadas pelo governo estadunidense sobre produtos brasileiros.

Dirigentes da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), da Receita Estadual e de outras secretarias se reuniram com representantes do setor produtivo ao longo da semana para ouvir as demandas sobre a crise dos EUA e buscar caminhos para amenizar os impactos da taxação americana caso ela entre em vigor a partir do dia 1º de agosto (próxima sexta-feira).

Medidas

As medidas que serão implementadas envolvem oferta de crédito, flexibilização de prazos para investimentos já acordados e utilização de créditos de ICMS homologados no Siscred para monetizar ou usá-los como garantia na tomada de recursos. Os impactos sobre os setores ainda são incertos e o Governo do Estado não descarta adotar novas medidas ao longo das próximas semanas.

“É nosso dever ajudar a manter a economia do Paraná forte nesse momento de incertezas. Estamos trabalhando ao longo de alguns dias nesse pacote e vamos continuar dialogando com o setor produtivo para avaliar os próximos passos”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Crédito de ICMS

No âmbito da Secretaria da Fazenda, empresas afetadas pelo tarifaço com crédito de ICMS na receita estadual poderão utilizá-lo parcialmente para monetização, giro ou como garantia na tomada de recursos. A estimativa de impacto financeiro da medida vai depender de adesão e avaliação individual. Outra ferramenta disponibilizada será a flexibilização de prazos de investimento das empresas enquadradas no programa Paraná Competitivo para que não fiquem sem fôlego.

Também serão implementadas medidas de oferta de crédito com a Fomento Paraná e o  Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Empresas atingidas pelo desequilíbrio nas vendas poderão solicitar adiamento de pagamento de parcelas de empréstimos já tomados dentro das regras estabelecidas pelo Banco Central.

BRDE e Fomento Paraná

Outras medidas envolvem a disponibilidade de oferta de recursos no BRDE e na Fomento Paraná para alavancar recursos imediatos para as empresas. A disponibilidade deve ultrapassar R$ 400 milhões dentro das duas instituições financeiras. O Governo do Paraná também estuda aporte de capital no Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) para oferecer mais recursos no mercado com juros baixos para empresários dos setores mais atingidos.

Conforme o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, as políticas de auxílio durante a crise dos EUA serão implementadas para preservar as empresas. “O Governo do Paraná é sensível a essas demandas e quer colaborar para o enfrentamento dessa dificuldade, principalmente no esforço de manter os empregos, as cadeias produtivas e ajudar no enfrentamento dessa dificuldade que deve começar de maneira bem concreta em agosto”, explica.

Exportação para os EUA

O Paraná vende, em média, US$ 1,5 bilhão por ano em produtos aos Estados Unidos. Neste ano, até junho, foram US$ 735 milhões. Os principais produtos são madeira e derivados (MDF, esquadrias, portas, etc), mas nos últimos quatro anos mais de 90 grupos de produtos paranaenses alcançaram o mercado norte-americano, como máquinas, combustíveis minerais, plástico, alumínio, açúcar, café, adubos, borracha, produtos farmacêuticos, móveis, peixes, óleos vegetais, entre outros.

Sair da versão mobile