09 de julho de 2026

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Paraná aparece entre os estados que mais resolvem crimes no Brasil


Por Cícero Goytacaz Publicado 09/07/2026 às 14h52
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PM E PCPR ASSESSORIAS
Foto: Divulgação/Assessorias

O trabalho integrado das forças de segurança do Paraná colocou o Estado entre os líderes nacionais na resolução de crimes contra a vida. De acordo com o levantamento mais recente do Instituto Sou da Paz, que utiliza uma metodologia própria para comparar os estados brasileiros, o Paraná atingiu um índice médio de esclarecimento de 72% dos homicídios registrados entre 2022 e 2023, praticamente o dobro do percentual de São Paulo, que solucionou 40% dos casos no mesmo período.

4ª posição no ranking

O resultado coloca o Paraná na 4ª posição nacional do ranking elaborado pelo instituto, que mede a capacidade dos estados de identificar a autoria dos homicídios. O desempenho paranaense também fica acima de outros estados populosos e desenvolvidos do País, como Rio de Janeiro (23%), São Paulo (40%) e Santa Catarina (65%).

Além do indicador comparativo nacional do Instituto Sou da Paz, a Polícia Civil do Paraná também acompanha os índices de resolução de homicídios a partir de uma metodologia operacional diferente, semelhante à utilizada pelo FBI, nos Estados Unidos. Esse modelo considera todos os crimes solucionados em determinado período, incluindo investigações concluídas de casos registrados em anos anteriores.

Por esse critério, em 2025, a Polícia Civil do Paraná solucionou mais homicídios do que o total de novos casos registrados no mesmo ano, alcançando uma taxa de esclarecimento de 103%. O índice superior a 100% ocorre justamente porque investigações antigas também são concluídas ao longo do período analisado, aumentando o volume total de crimes elucidados.

O resultado é reflexo da especialização das equipes de investigação, do uso de inteligência policial e da integração entre diferentes áreas da segurança pública. Delegados, investigadores, papiloscopistas e escrivães atuam em contato permanente, aprimorando técnicas investigativas, compartilhando informações estratégicas e utilizando novas ferramentas para acelerar a identificação dos autores dos crimes.

Investimentos e tecnologia

O avanço dos indicadores acompanha um processo contínuo de fortalecimento das forças policiais iniciado nos últimos anos, com ampliação dos investimentos em segurança pública, modernização tecnológica e reorganização das estruturas de atendimento à população. O orçamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) passou de R$ 4,13 bilhões em 2019 para R$ 6,42 bilhões em 2025, garantindo mais recursos para equipamentos, infraestrutura e ampliação da capacidade operacional das forças policiais.

Entre os investimentos diretamente ligados à atividade investigativa está a aquisição de equipamentos de última geração para identificação criminal. A Polícia Civil recebeu 27 novos aparelhos capazes de detectar impressões digitais em cenas de crime sem o uso de produtos químicos, produzindo imagens em alta resolução e integrando as informações aos bancos de dados policiais com maior agilidade.

Sistema de segurança pública estadual

Outro fator que ampliou a capacidade de investigação foi a reorganização do sistema de segurança pública estadual. Com a criação da Polícia Penal e a retirada de cerca de 12 mil presos que permaneciam em delegacias, a Polícia Civil pôde redirecionar equipes e estruturas antes destinadas à custódia de detentos para sua atividade principal: investigar crimes e responsabilizar autores.

Além dos investimentos em tecnologia investigativa, o Estado também ampliou a estrutura operacional das forças de segurança. A frota aérea destinada ao policiamento e às operações passou de duas aeronaves em 2019 para 20 atualmente, incluindo helicópteros equipados com câmeras termais, sistemas avançados de comunicação e outras tecnologias de apoio às equipes em solo. (Informações: Assessorias)

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.