O que o frio, o ar seco e o excesso de telas têm em comum com a sua saúde?


Por Redação Diário dos Campos

Foto: Arquivo DC

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O mês de julho reúne uma combinação de fatores climáticos e mudanças na rotina. De um lado, as baixas temperaturas do inverno reduzem a umidade do ar e aumentam a poluição. De outro, o período de férias escolares e o trabalho em home office elevam o tempo de exposição a telas de celulares, tablets e computadores que afetam ainda mais a saúde ocular.

No Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho, um especialista alerta que esse cenário pode favorecer sintomas oculares, causar desconforto visual e agravar doenças preexistentes, afetando pessoas de todas as idades.

Menos piscadas

De acordo com o Dr. Cleso Andrade, oftalmologista e professor da São Leopoldo Mandic, a baixa umidade do inverno acelera a evaporação da lágrima, enquanto o uso de telas reduz drasticamente a frequência de piscadas.

“Normalmente, piscamos cerca de 15 a 20 vezes por minuto para manter a superfície ocular lubrificada. Diante de uma tela, essa frequência cai para apenas 5 a 7 vezes. Se somarmos isso ao ar seco do inverno e ao uso de ambientes fechados com aquecedores ou ar-condicionado, temos a receita para o sofrimento ocular”, explica o médico.

Perigo do olho seco

Para os adultos, a rotina intensa de trabalho digital em julho costuma resultar em fadiga ocular crônica (astenopia) e na Síndrome do Olho Seco. Os sintomas incluem vermelhidão, sensação de “areia” nos olhos, queimação, sensibilidade à luz e dores de cabeça ao fim do dia. O maior risco, no entanto, mora na farmácia.

“O erro mais comum nesta época do ano é a automedicação. As pessoas sentem o olho vermelho ou irritado e usam colírios que estão guardados em casa ou aceitam indicações de balcão. Fórmulas com corticoides ou vasoconstritores podem aliviar o sintoma imediatamente, mas o uso contínuo sem orientação médica pode mascarar doenças sérias e causar problemas graves como glaucoma e catarata precoce”, alerta o médico.

Aumento da miopia infantil

Se para os adultos o problema é a rotina de trabalho, para as crianças o perigo está nas férias de julho. Com o frio lá fora, o entretenimento dos filhos costuma se concentrar dentro de casa, com os olhos fixos em telas a poucos centímetros do rosto. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) já aponta um crescimento alarmante de casos de miopia infantil globalmente.

“Os pais precisam ficar atentos se os filhos estão apertando os olhos para enxergar, aproximando-se muito da televisão ou dos livros, reclamam de dor de cabeça, apresentaram queda no rendimento escolar, lacrimejamento, vermelhidão ou piscam e esfregam os olhos com frequência”, alerta o médico.

Saúde ocular

Para proteger a saúde ocular em adultos e crianças neste mês de julho, o especialista sugere a adoção de medidas simples no dia a dia:

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