08 de junho de 2026

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Lei concede título de Capital da Seda para cidade do Paraná


Por Agência Câmara de Notícias Publicado 04/07/2022 às 13h30 Atualizado 20/02/2026 às 23h56
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Foto: Reprodução

Foi sancionada na quinta-feira (30) a Lei 14.388/22, que confere o título de Capital Nacional da Seda ao município de Nova Esperança (PR). Localizada na região noroeste do estado, a cidade de cerca de 26 mil habitantes é reconhecida como maior produtora de seda na América Latina.

A lei, publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (1º), é oriunda do Projeto de Lei 10512/18, do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), aprovado pela Câmara em 2019, e pelo Senado no mês passado.

Ao apresentar o projeto, Rubens Bueno ressaltou a relevância que a sericicultura (criação de bicho-da-seda para produção de fios do tecido a partir dos casulos) tem para a história e para a cultura de Nova Esperança. Além de ser grande produtor, continuou o deputado, o município se destaca pela qualidade da seda produzida.

Já o relator do projeto no Senado, senador Flávio Arns (Podemos-PR), afirmou que o reconhecimento do título deve trazer investimentos para cidade e gerar empregos no setor, especialmente pela sensibilização dos mais jovens para a sucessão familiar.

“Nova Esperança responde por 15% dos casulos verdes produzidos no Paraná. São mais de 325 mil quilos por safra, o que a torna a maior produtora de seda da América Latina”, disse o senador.

História
Em seu relatório, o senador lembrou que a cultura da seda é relativamente antiga no Brasil, tendo surgido por volta de 1840. A partir da 2ª Guerra Mundial, quando os principais países produtores de casulos (como a China e o Japão) estiveram envolvidos no conflito, o Brasil passou a se destacar na produção de fios de seda.

No Paraná, segundo o parlamentar, a criação do bicho-da-seda já ocorria, em Londrina, desde a década de 1930. A crise cafeeira e a intensa mobilidade da população rural, associadas a políticas estaduais e municipais destinadas ao desenvolvimento da sericicultura, acabaram por deslocar, a partir da década de 1980, o eixo produtivo de São Paulo para o Paraná.

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