Hackeada, página de Hospital de Maringá exibe vídeos sensuais há quatro meses


Por Redação Diário dos Campos

Foto: Reprodução Redes Sociais

Foto: Reprodução Redes Sociais

O Hospital do Câncer de Maringá, referência no atendimento a pacientes oncológicos nas regiões da 15ª e 14ª Regionais de Saúde, enfrenta um grave problema de segurança digital desde setembro do ano passado. A página oficial da instituição em rede social, que servia como canal de comunicação com seus mais de 10 mil seguidores, foi invadida por hackers e passou a ser usada para publicar conteúdos inapropriados.

Página do Hospital do Câncer de Maringá

Desde a invasão, ocorrida em 21 de setembro, o perfil oficial do hospital tem exibido vídeos de mulheres sensualizadas, a maioria em trajes de banho ou completamente despidas. Os conteúdos estão em total descompasso com os valores e objetivos da Instituição. Apesar do crescimento repentino no número de seguidores da página, que hoje ultrapassa 51 mil, o conteúdo publicado tem causado constrangimento e prejudicado a relação do hospital com pacientes, familiares e a comunidade.

A direção do hospital informou que tentou diversas medidas para recuperar o controle da página. No entanto, após meses de tentativas, não obteve qualquer resultado prático.

Apelo à comunidade

Diante da situação, o hospital emitiu uma nota oficial pedindo o apoio da comunidade:

Atenção, amigos e clientes, informamos que a página do nosso Facebook foi hackeada. Realizamos todas as formas possíveis de recuperação, porém sem sucesso. Pedimos que denunciem a fim de que ela seja excluída.”

O apelo é para os usuários denunciarem a página à plataforma, na esperança de que ela seja desativada, caso a recuperação não seja possível.

Impacto na comunicação

Com uma média de 15 mil atendimentos mensais, o Hospital do Câncer de Maringá presta serviços essenciais à saúde pública da região, incluindo diagnósticos, tratamentos e suporte psicológico. A página oficial era um meio de divulgar campanhas, orientações e informações importantes, além de interagir diretamente com a população.

A perda do canal representa um retrocesso na comunicação institucional e prejudica o engajamento da comunidade em campanhas de conscientização e arrecadação, fundamentais para a manutenção dos serviços.

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