
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) se posicionou contrária ao aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que entrou em vigor na quinta-feira (1º), sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A entidade considerou que combustíveis são insumos estratégicos, bases de praticamente toda a economia.
“Elevar a tributação dos combustíveis impõe um custo imediato e generalizado ao setor produtivo e ao consumidor. O efeito é direto: aumenta o custo do transporte e da logística, encarece matérias-primas e insumos, reduz margens, compromete a competitividade e freia investimentos, com impacto em emprego, renda e crescimento”, manifestou a FIEP.
Com a decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), tomada no último mês de setembro, a gasolina terá seu valor aumentado em R$ 0,10 por litro, totalizando R$ 1,57. Já o aumento do diesel será de R$ 0,05 por litro, passando a custar R$ 1,17, e o gás de cozinha ficará R$ 1,05 por botijão.
O aumento do ICMS foi repercutido nacionalmente em portais de notícia, como g1.globo.
“Não é aceitável que empresas e famílias continuem sendo chamadas a pagar a conta sempre que o poder público busca ampliar arrecadação. A lógica de ‘arrecadar primeiro e ajustar depois’ penaliza quem produz, quem trabalha e quem consome e alimenta um ciclo de preços mais altos e menor dinamismo econômico”, defendeu a FIEP.
A Federação acrescentou que “o caminho responsável é outro: corte de desperdícios, eficiência do gasto, revisão de prioridades, gestão fiscal séria e previsibilidade. A sociedade precisa de um Estado mais enxuto e mais eficiente, e de um ambiente de negócios estável, que estimule produtividade e investimento”.
“A FIEP reafirma: aumentar imposto não é solução. Riqueza e prosperidade nascem do cidadão e de quem empreende não do aumento permanente da carga tributária”, concluiu. (Com assessorias)
