Fã com síndromes genéticas raras realiza sonho ao conhecer Gian & Giovani


Por Redação Diário dos Campos
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Em cuidados paliativos, fã realiza sonho de conhecer Gian & Giovani no Verão Maior Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

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Em cuidados paliativos, fã realiza sonho de conhecer Gian & Giovani no Verão Maior Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

Aproveitar a vida ao máximo e realizar sonhos. Esse tem sido o mantra de Luciana Vieira, de 43 anos, que tem duas síndromes genéticas raras que a tornam propensa a desenvolver diversos tipos de câncer. Atualmente em cuidados paliativos, Luciana pôde realizar um de seus sonhos neste sábado (31) durante o Verão Maior Paraná: conhecer de perto os ídolos Gian & Giovani, de quem é fã desde criança e que a ajudaram, inclusive, em uma campanha que fez para arrecadar recursos.

Câncer

Uma das condições de Luciana é a síndrome de Li-Fraumeni (SLF), uma desordem genética rara que causa uma predisposição de alto risco para diversos tipos de câncer. A outra é a síndrome de Lynch, ou câncer colorretal hereditário não polipose (HNPCC), que também aumenta o risco de problemas oncológicos.

Perdas pelo câncer

Por se tratar de condições genéticas, que passam de pais para filhos, Luciana perdeu vários parentes para o câncer, inclusive o pai e a mãe, com quem aprendeu a gostar de Gian & Giovani ainda na infância.

Na época, a família não sabia o que os faziam predispostos a desenvolver a doença. Foi quando a filha, hoje com 18 anos, teve leucemia que ela descobriu as síndromes, e iniciou uma luta para que ela se curasse e não voltasse a desenvolver a doença.

É aí que os cantores sertanejos que ela ouvia desde criança entram na história. “Desde 2015 eu venho combatendo essa situação do câncer. Minha filha também tinha a mesma síndrome, e ela precisava de um transplante de células-tronco”, conta.

“Eu já era fã deles, e nesse período fiz uma carta e um vídeo que publiquei no Instagram e compartilhei com a equipe de produção do Gian & Giovani. Eles apoiaram tanto financeiramente como emocionalmente para a gente conseguir fazer esse tratamento”, explica. “Hoje ela está curada, tem seis anos que ela fez o transplante. Eu sou paciente paliativa em estágio 1, mas era um sonho. Eu não queria morrer sem agradecer a eles pessoalmente”.

(Informações AEN)

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