
Resultado de dois anos de pesquisa, o livro “Poloneses Rompendo Fronteiras”, do escritor e pesquisador genealogista Lucas Woytichoski, reúne a trajetória de 14 famílias polonesas que se estabeleceram no Paraná e contribuíram para a formação social, cultural e econômica do estado.
A obra tem como foco a preservação da memória dos imigrantes que chegaram à região entre o final do século XIX e o início do século XX, período em que milhares de poloneses deixaram a Europa em busca de melhores condições de vida. Segundo o autor, o trabalho busca não apenas registrar nomes e datas, mas também valorizar histórias de vida e o legado deixado pelas famílias que ajudaram a construir a identidade paranaense.
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Acadêmico de Direito da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e pesquisador da área de genealogia, Woytichoski afirma que o resgate da história familiar representa uma importante ferramenta de preservação cultural. “O resgate da história daqueles que nos antecederam não é um simples ato de curiosidade, é um viver de memória e também de identidade”, destaca.
As próprias origens
O interesse pela genealogia surgiu ainda na infância. Aos 12 anos, o pesquisador começou a investigar as próprias origens e, desde então, formou um amplo acervo de documentos e informações sobre famílias de origem polonesa no Sul do Brasil.
Além de contar a trajetória de famílias que se fixaram em diferentes municípios paranaenses, a publicação contextualiza a importância da imigração polonesa para o desenvolvimento do estado. Estima-se que cerca de 40 mil poloneses tenham chegado ao Paraná naquele período, trazendo costumes, tradições, religiosidade e elementos culturais que permanecem presentes até hoje em cidades como Ponta Grossa, Curitiba, Mallet, São Mateus do Sul, Palmeira e Teixeira Soares.
O livro também presta homenagem às diversas etnias que contribuíram para a formação do Paraná e do Brasil, reconhecendo o papel de povos como ucranianos, alemães, italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, árabes, franceses, holandeses, judeus, africanos e indígenas na construção da sociedade brasileira.
A obra foi apresentada por Woytichoski durante participação na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Ponta Grossa nesta quarta-feira (22). Na ocasião, o autor destacou que a genealogia vai além da pesquisa sobre antepassados e serve para fortalecer o sentimento de pertencimento e compreensão das próprias origens.
“Fica evidente que a pesquisa genealógica vai muito além do resgate do passado. Ela é a chave para compreendermos quem somos hoje”, concluiu.
