Compagas inova transporte de cargas no PR com corredores sustentáveis


Por Redação Diário dos Campos

Foto: Divulgação/Scania

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O Paraná está prestes a dar um salto estratégico rumo a uma logística de transporte mais limpa, eficiente e alinhada aos compromissos ambientais. À frente desse movimento está a Compagas – Companhia Paranaense de Gás, que lidera o projeto dos corredores sustentáveis, uma iniciativa que se propõe a transformar a matriz energética do setor de transportes no estado por meio do uso ampliado do Gás Natural Veicular (GNV) e do biometano.

O objetivo da Compagas com os corredores sustentáveis é ambicioso: criar uma malha de abastecimento capaz de atender veículos pesados movidos a gás ao longo das principais rotas de transporte de cargas do Paraná, conectando regiões estratégicas e, ao mesmo tempo, promovendo uma alternativa viável ao tradicional (e poluente) diesel. O resultado esperado? Redução de emissões, menor impacto ambiental, economia para transportadoras, reduções dos custos de frete e ganhos em eficiência logística.

Pontos de GNV

Atualmente, a infraestrutura de GNV no Paraná já conta com 33 pontos estrategicamente posicionados em áreas urbanas de grande demanda e ao longo de eixos rodoviários, especialmente em Curitiba, Região Metropolitana, Paranaguá, Londrina e Ponta Grossa. Essa base atende tanto veículos leves quanto frotas comerciais e 11 deles estão preparados para atender especialmente os caminhões que usam o gás. “Com os corredores sustentáveis, a Compagas quer ir além, ampliando o acesso ao gás e criando condições para que transportadoras adotem combustíveis menos poluentes em rotas de longa distância, inclusive interestaduais”, ressalta o CEO da Compagas, Eudis Furtado Filho.

Solução energética

A proposta do projeto é inserir o gás natural como solução energética, com destaque ao biometano como alternativa ainda mais limpa. Um estudo comparativo de Análise de Ciclo de Vida, do poço à roda, realizado pela ACV Brasil comparou as emissões de veículos pesados (modelo pesado com motor EURO5) na Região Sudeste de três combustíveis: diesel, GNV e Biometano. O estudo foi verificado por terceira parte independente e indica que o biometano apresenta emissões de efeito estufa 87% menores quando comparado ao diesel. Já o gás natural veicular apresenta emissões 25% menores que o diesel. Estima-se ainda que a adição de 5% de biometano ao gás natural implicaria em uma redução de 28% na emissão de GEE em relação ao diesel. Em um cenário prospectivo, o uso de 50% de biometano no futuro resultaria em redução de 56%.

Gás natural e biometano: complementaridade inteligente

Embora similares na composição química, o GNV e o biometano têm origens distintas. O gás natural é um combustível fóssil, extraído de reservas subterrâneas. Já o biometano é renovável, produzido a partir da purificação do biogás, oriundo da decomposição de resíduos orgânicos, como esgoto, lixo e resíduos agroindustriais.

A boa notícia é que a semelhança entre eles permite o uso da mesma infraestrutura de dutos, sem necessidade de obras para adaptação. Essa similaridade facilita a diversificação da matriz energética no transporte, otimizando investimentos e acelerando a implementação de soluções sustentáveis.

Expansão em curso

O projeto Corredores Sustentáveis já começa a ganhar escala. Hoje há uma rota em funcionamento ligando os municípios de Londrina e Paranaguá, permitindo que caminhões que trafegam entre os Estados de São Paulo, Mato Grosso e Paraná já utilizem o gás natural como fonte de energia para suas viagens. Para 2025, a Compagas prevê novas rotas de abastecimento que intensificarão o atendimento a esse eixo fundamental para a logística de exportação pelo Porto de Paranaguá. Além disso, estão sendo fortalecidas as rodovias que conectam com estados vizinhos, integrando o Paraná a rotas nacionais de transporte movido a gás.

Potencial no PR

O Paraná possui alto potencial para incorporar o gás natural à sua matriz de transporte rodoviário. “Considerando que cerca de 75% da movimentação de cargas do Porto de Paranaguá, um dos principais do país, é feita por rodovias, estima-se que aproximadamente 50 milhões de toneladas sejam transportadas por caminhões. Se apenas 10% da frota que realiza esta operação migrar para o uso do gás como combustível, teremos um avanço significativo rumo à descarbonização do setor e à diversificação energética no Estado, com impactos diretos na sustentabilidade e na competitividade logística”, destaca Eudis.

Esta transformação exige um amplo esforço de articulação com o setor produtivo, órgãos governamentais e investidores. Segundo a Compagas, a construção de parcerias será essencial para garantir a viabilidade logística e operacional do projeto, além de fomentar a adoção da tecnologia pelos grandes operadores do transporte de cargas no Brasil.

Inovação

Mais do que uma solução energética, os corredores sustentáveis representam um novo pilar de desenvolvimento para a logística e para a economia do Paraná, alinhado com as metas de descarbonização e a busca por maior competitividade e inovação no setor de transportes.

Ao promover a transição do diesel para o gás e o biometano, o estado se posiciona na vanguarda de uma transformação necessária, ambientalmente responsável, economicamente viável e tecnicamente segura. Trata-se de um caminho estratégico que une infraestrutura, sustentabilidade e visão de futuro. (Publieditorial)

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