23 de julho de 2026

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Alunos paranaenses enviam cartas de apoio à Seleção Feminina da Copa


Por AEN Publicado 20/07/2023 às 13h51 Atualizado 26/02/2026 às 10h45
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Alunos rede estadual, enviam cartas de apoio para jogadoras da Seleção Brasileira de Futebol Foto: SEED

Na era da tecnologia, o carinho e a admiração de alunos do Colégio Estadual Algacyr Munhoz Maeder, no Bairro Alto, em Curitiba, voaram 14 mil quilômetros em cartas escritas à mão para as jogadoras do Brasil que vão disputar a Copa do Mundo Feminina da Austrália e Nova Zelândia.

As missivas fazem parte de uma rotina até então natural na escola em tempos de Copa do Mundo Masculina, mas pela primeira vez alcançam as mulheres, que vão carregar um pouco do calor dessa torcida entusiasmada já na estreia contra o Panamá, na próxima segunda-feira, 24 de julho.

A ação dos alunos acontece no colégio desde a Copa do Mundo de 2006, a primeira depois do penta, mas desta vez a homenagem empurra o time feminino em busca do primeiro título. O trabalho feito em sala de aula envolveu boa parte dos 430 alunos do ensino fundamental e ensino médio, matriculados na educação integral da instituição.

A idealizadora do projeto, professora Edna da Silva, afirma se sentir realizada ao constatar, na prática, o reconhecimento da iniciativa, principalmente diante de um time que luta fora dos gramados por reconhecimento e igualdade. “Significa muito para mim porque sempre gostei de jogar futebol na infância, mas não podia porque diziam que não era um esporte para meninas. E hoje em dia vemos um Campeonato Brasileiro Feminino ganhando força e atletas de destaque mundial, inspirando as novas gerações”, completa.

O tom das cartas envolve reconhecimento, respeito e valorização do futebol feminino, amplamente praticado no Paraná. São valores que os estudantes, mesmo muito jovens, já compreendem e gostam de espalhar. “Criticar o futebol feminino é para os fracos. Os fortes apoiam. Acredito que com educação, arte e esporte, podemos mudar o mundo”, assinam os alunos Gabriela e Adriel, do 1º primeiro ano do ensino médio.

A reação ficou marcada por uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, que foi reproduzida nas redes sociais. “Olha que lindo! Obrigada”, agradeceu Bia, atacante do Palmeiras, ao receber os desenhos de Nicolas Antonio de Moura Silva (13 anos), aluno do 8º ano e um dos mais entusiasmados com a ação. “Ela joga muito”, afirma o jovem. “Eu gostei muito de participar do projeto. Acho importante apoiarmos as jogadoras na hora das partidas e escrever as cartas tornou as aulas mais divertidas e interessantes. Todo mundo adorou”.

Já para a jogadora Kerolin, meia que joga nos Estados Unidos, mas começou a carreira no interior de São Paulo, a carta trouxe um conselho que pode ajudar atletas em momentos decisivos. “Se você ficar muito nervosa antes do jogo, respira fundo e pensa que consegue”, diz o recado.

Marta, principal estrela do time, comemorou o apoio. Ela é uma das principais vozes da Seleção e, desta vez, foi ouvinte. “Vou guardar as cartas com muito carinho. Vão seguir aqui o tempo inteiro com a gente, do começo ao fim. Estamos juntos”, disse a melhor jogadora do mundo em cinco oportunidades.

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