UE vai determinar por lei redução de 55% de emissões até 2030


Por editor

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, Bélgica.

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, Bélgica.

Membros da União Europeia (UE) chegaram a um acordo para estabelecer, por lei, o compromisso do bloco de tornar-se neutro para o clima até 2050 e de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em pelo menos 55% até 2030. Com essas negociações, que ocorreram na terça-feira(20) a UE se adianta à Cúpula do Clima convocada pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (22) para discutir medidas de proteção ao meio ambiente.

“Nosso compromisso político de ser o primeiro continente neutro em emissões agora é também um compromisso legal”, disse, em comunicado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acrescentando que a lei coloca o bloco “no caminho verde para a próxima geração”.

Já o ministro do Ambiente e Ação Climática de Portugal, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a UE está “firmemente empenhada” em cumprir compromissos ambientais nas próximas décadas. “Hoje, podemos nos orgulhar de ‘escrever na pedra’ uma meta climática ambiciosa que pode obter o apoio de todos”, disse em nota. Ele ressaltou que os vinte e sete estados-membros enviam, por meio deste acordo, “um sinal contundente para o mundo”.

Durante a reunião desta terça-feira, a Comissão Europeia alegou que a redução deveria ser de “pelo menos 55%”, como por fim foi acordado, enquanto o Parlamento Europeu defendia que a meta fosse de 60%, em consonância com o que pedem ambientalistas.

O objetivo é garantir que a meta seja cumprida cortando as emissões de setores poluentes, em vez de depender da remoção de CO2 da atmosfera por meio de florestas e pântanos, que absorvem carbono.

O acordo prevê ainda a criação de um “Conselho Científico Europeu sobre Mudanças Climáticas”, que será composto por 15 especialistas de renome de diferentes nacionalidades. O grupo, independente, terá de fornecer pareceres e relatórios científicos que avaliem a efetividade das medidas adotadas pela UE, bem como sua conformidade com a legislação climática europeia e com os compromissos firmados pelo Acordo de Paris.

“Este é um momento marcante para a UE. Chegamos a um acordo para transformar nossa meta de neutralidade climática em legislação vinculativa, como um guia para nossas políticas para os próximos 30 anos”, disse o vice-presidente da Comissão, Frans Timmermans, em um comunicado. (Com agências internacionais).

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