03 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Tesouro romano achado na Alemanha pode reescrever história local


Por Redação Diário dos Campos Publicado 20/10/2025 às 18h50 Atualizado 25/02/2026 às 13h50
Ouvir: 00:00
© Foto / Bartels, PI Hildesheim, ZKD/FK Forensik

Um tesouro romano com cerca de 450 moedas de prata, lingotes e ouro foi descoberto perto de Borsum, na Baixa Saxônia. Datado de 2.000 anos, o achado é um dos maiores do norte da Alemanha e pode revelar novas conexões entre romanos e povos germânicos.

Uma descoberta arqueológica de grande relevância foi feita perto de Borsum, na Baixa Saxônia: um tesouro romano composto por cerca de 450 moedas de prata, lingotes e pinos de metal, um anel de ouro e uma moeda de ouro. Considerado um dos maiores achados romanos no norte da Alemanha, o tesouro remonta ao início do período imperial romano, há aproximadamente 2.000 anos.

Seleção de achados de Borsum, distrito de Hildesheim, Alemanha | © Foto / Bartels, PI Hildesheim, ZKD/FK Forensik

O achado foi realizado em 2017 com o auxílio de um detector de metais, mas a pessoa que o descobriu só comunicou o fato às autoridades recentemente, o que levou à abertura de uma investigação formal e à realização de estudos arqueológicos por órgãos especializados da região de Hildesheim.

Em abril de 2025, foi realizada uma inspeção oficial com a presença do descobridor, seguida por uma escavação arqueológica completa conduzida por instituições como o Escritório Estadual de Preservação de Monumentos da Baixa Saxônia (NLD, na sigla em alemão) e a Arqueologia Municipal de Hildesheim. O objetivo era localizar o ponto exato da descoberta original e recuperar possíveis itens ainda enterrados.

No detalhe, os pinos de metal recuperados do tesouro da era romana perto de Borsum, Hildesheim, Alemanha | © Foto / Bartels, PI Hildesheim, ZKD/FK Forensik

Apesar da escavação inicial ter comprometido o contexto arqueológico, os especialistas conseguiram recuperar moedas adicionais e proteger o tesouro. Para além disso, a escavação também visou entender melhor as circunstâncias da deposição do tesouro há dois milênios.

O processo de restauração e análise científica está em curso no NLD. As moedas são atribuídas ao início do Império Romano, período marcado por intensas interações entre romanos e tribos germânicas, o que pode oferecer pistas sobre o papel histórico da região.

Os arqueólogos buscam determinar quem teria enterrado o tesouro — soldados, comerciantes ou locais — e em que contexto, se em momentos de guerra, comércio ou se fizeram parte de rituais. A análise poderá revelar também a origem dos metais preciosos e as conexões econômicas entre Roma e territórios germânicos.

Leia também: Tempestades revelam adaga da Idade do Ferro com quase 3 mil anos na costa da Polônia

Embora a descoberta tenha sido inicialmente ilegal, o caso foi arquivado por prescrição e, em breve, o tesouro será exibido ao público por seu valor histórico.

(Sputnik Brasil)

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Redação Diário dos Campos
Redação Diário dos Campos

A Redação do Diário dos Campos é composta por uma equipe de jornalistas e colaboradores, que produzem conteúdo de qualidade, com foco especial em Ponta Grossa (PR) e região dos Campos Gerais. O DC foi fundado em 1907 como jornal impresso, e atualmente publica notícias em diferentes plataformas.