Sepulturas luxuosas revelam contato político entre britânicos e Roma antes da conquista


Por Redação Diário dos Campos
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CC BY-SA 4.0 / Jan Stożek / Escavações em Heraclea Sintica – vista geral, em direção ao leste (foto recortada)

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CC BY-SA 4.0 / Jan Stożek / Escavações em Heraclea Sintica – vista geral, em direção ao leste (foto recortada)

Arqueólogos desenterraram um cemitério da Idade do Ferro, com mais de 100 sepulturas de cremação, nos arredores de Chelmsford, no leste do Reino Unido, escreve o portal Arkeonews.

O portal aponta que a descoberta de cinco sepulturas excepcionalmente ricas entre os túmulos indica que as elites locais já haviam estabelecido laços políticos e comerciais com Roma antes de 43 d.C.

“A maioria dos enterros data do século I d.C., período que abrangeu as décadas finais da Britânia da Idade do Ferro e o início do domínio romano. Enquanto dezenas de indivíduos foram cremados e depositados em urnas relativamente simples, cinco pessoas receberam um tratamento bastante diferente”, ressalta a publicação.

Vaso de liga de cobre com cabo longo e extremidade em forma de cabeça de cisne | © Foto / UCL Arqueologia Sudeste

Segundo a matéria, as escavações revelaram um cemitério da Idade do Ferro com mais de 100 sepulturas de cremação perto de Chelmsford, incluindo cinco túmulos extraordinariamente ricos com vidro romano importado, vasos de liga de cobre e ânforas de vinho.

Essas sepulturas ricas indicam que as elites locais já haviam estabelecido laços diplomáticos e comerciais com o mundo romano muito antes da conquista de 43 d.C., desfrutando de luxos continentais, como o vinho, em festas e cerimônias.

Taça de vidro encontrada em cemitério de 2.000 anos no Reino Unido | © Foto / UCL Arqueologia Sudeste

O cemitério fazia parte de uma área habitada maior, com três assentamentos agrícolas próximos, com casas redondas, sistemas de campo e recintos, o que sugere que a região era bem organizada e economicamente conectada, e não isolada, observa a reportagem.

As cinco cremações luxuosas se assemelham a outros túmulos de elite encontrados em outras partes de Essex e Hertfordshire, embora as identidades desses indivíduos proeminentes, sejam eles governantes, membros poderosos da família ou intermediários comerciais, permaneçam desconhecidas.

Vaso reconstruído encontrado em antigo cemitério no território britânico | © Foto / UCL Arqueologia Sudeste

Análises laboratoriais em andamento visam datar as sepulturas com mais precisão e entender por que apenas algumas receberam um tratamento tão opulento. Parte do material descoberto será em breve exibida ao público, ao lado de um tesouro de moedas de ouro da Idade do Ferro, destacando a riqueza e as conexões da região às vésperas do domínio romano, conclui o texto.

(Sputnik Brasil)

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