Putin coloca Ocidente em alerta com ataque de mísseis avançados, diz analista


Por Redação Diário dos Campos

Imagem de um vídeo distribuiído pelo serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia, no dia 9 de dezembro de 2020 Foto: AP Photo / Ministério da Defesa da Rússia

Imagem de um vídeo distribuiído pelo serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia, no dia 9 de dezembro de 2020 Foto: AP Photo / Ministério da Defesa da Rússia

Após a Ucrânia ter usado mísseis ocidentais de longo alcance contra a Rússia e esta ter lançado um míssil de nova geração, o ex-analista da CIA Larry Johnson aponta que os mísseis seriam abrangidos pelo agora extinto Tratado INF.

“Lembre-se de que houve o tratado de forças nucleares de alcance intermediário que foi assinado. Ele entrou em vigor com Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev em dezembro de 1987”, diz Johnson à Sputnik. “O tratado tratava de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, lançadores de mísseis com um alcance de 500 a 1.000 km, ou seja, curto-médio alcance e 1.000 a 5.500 são chamados de alcance intermediário.

Foto: Reprodução

Segundo ele, o recente ataque de mísseis russo contra a cidade de Dnepropetrovsk na Ucrânia foi a maneira de o presidente Putin enviar uma mensagem para o Ocidente e, em particular, para os Estados Unidos, que “revogaram unilateralmente” o Tratado INF.

“O fato de os EUA terem revogado unilateralmente este tratado, eu acho que Vladimir Putin colocou os Estados Unidos e o Ocidente em alerta, ‘ok, vocês revogaram esse tratado. Agora, vamos lhes mostrar o que temos'”, explica Johnson.

De acordo com o ex-analista, o ataque a Dnepropetrovsk mostra que a Rússia desenvolveu um míssil balístico de curto e médio alcance com capacidade MIRV, uma tecnologia que inclui vários veículos de reentrada independentes com ogivas múltiplas, permitindo atacar simultaneamente vários alvos.

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“O que torna isso particularmente interessante é que este [míssil] é hipersônico, então ele voa a uma velocidade que nenhum sistema de defesa aérea ocidental é capaz de parar”, acrescenta Johnson. “Assim, Vladimir Putin, ao destruir esta instalação militar em Dnepropetrovsk, enviou uma mensagem muito clara para o Ocidente de que mais se seguirão. Veremos se o Ocidente recua agora ou não.”

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