25 de junho de 2026

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Peça de cerâmica com 1.800 anos revela lutas de gladiadores


Por Sputnik Brasil Publicado 24/02/2025 às 12h47 Atualizado 25/02/2026 às 20h25
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CC BY-SA 2.0 / Carole Raddato/Museu do Castelo de Colchester / The Colchester Vase

O Vaso de Colchester, que remonta a 160–200 d.C., não é apenas um artefato de cerâmica, mas um testemunho gráfico e epigráfico único da existência de combates de gladiadores na cidade romana de Camulodunum, hoje Colchester no Reino Unido, trazendo evidências da dinâmica cultural e social desses jogos.

Segundo um novo estudo liderado por Glynn J.C. Davis e John Pearce, em colaboração com especialistas em arqueologia, epigrafia e análise isotópica, o Vaso de Colchester é mais do que apenas um artefato decorativo, ele teria sido encomendado para documentar um evento de combate real ocorrido na cidade.

Conjunto funerário composto pelo Vaso de Colchester, incluindo tampa mortuária, prato e jarro | Foto: CC BY 4.0/D. Alfred/ Museu de Colchester/Imagem cortada

As últimas descobertas da equipe de pesquisa destacam a importância do vaso como um registro vital dos jogos de gladiadores na Britânia do período romano, mostrando as conexões entre a cultura local, a influência militar e os artistas que cativaram o público.

Entre os nomes inscritos no vaso está Memnon, um gladiador que lutava contra combatentes que usavam redes e tridentes. Memnon, possivelmente um nome artístico, participou de pelo menos nove combates, indicando uma carreira notável no entretenimento romano.

Inscrições Secundus, Mario, Memmon e Valentinus, nomes de gçadiadores registrados no Vaso de Colchester | Foto: CC BY 4.0/D. Alfred/ Museu de Colchester/Imagem cortada

Outro nome na inscrição é Valentinus, ligado à Legio XXX Ulpia Victrix (uma legião do exército imperial romano), estacionada na atual Alemanha. A ausência de combates registrados de Valentinus sugere que ele era um gladiador novato, ainda começando sua jornada na arena.

Em detalhe, a inscrição VALENTINV, no Vaso de Colchester | Foto: CC BY 4.0/D. Alfred/ Museu de Colchester/Imagem cortada

Pesquisas recentes indicam que a inscrição do vaso foi feita antes de ser colocado no forno, sugerindo a habilidade do artesão envolvido em sua confecção.

Usado como urna de cremação para um homem não local com mais de 40 anos, o Vaso de Colchester é uma prova da existência de espetáculos romanos na cidade. Outras descobertas incluem fragmentos de pinturas murais com gladiadores e um cabo de faca com uma figura de gladiador.

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Embora nenhum anfiteatro tenha sido descoberto em Colchester, a existência de um circo romano reforça a ideia de que a cidade era um centro de entretenimento público, com laços comerciais e militares facilitando o movimento de gladiadores e animais para eventos.

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