04 de julho de 2026

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Criatura com chifres gravada em pedra intriga estudiosos no Egito


Por Agência Sputinik Brasil Publicado 26/11/2024 às 11h46 Atualizado 25/02/2026 às 22h32
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Representação em relevo do deus Banebedjedete do antigo Egito em um dos lados do sarcófago - Sputnik Brasil, 1920, 26.11.2024

Descoberto em um sítio arqueológico de arte rupestre na margem ocidental do Nilo, pesquisadores afirmam que o petróglifo representando o signo do zodíaco identificado como Capricórnio, é uma imagem única na iconografia animal faraônica.

Segundo o arqueólogo australiano da Universidade Macquarie, dr. Frederick Hardtke, que descobriu o petróglifo, segundo artigo publicado no The Journal of Egyptian Archaeology, os símbolos do zodíaconão são atestados em arte rupestre egípcia, tornando esta imagem o único exemplo conhecido.

“O petróglifo parece representar a cabeça de um mamífero, com duas orelhas ou chifres posicionados em sua coroa e uma pequena barba no queixo, à qual está preso um torso escamoso, semelhante ao de um peixe, com uma cauda em leque, e da qual se estendem uma ou possivelmente duas pernas curtas”, explicou Hardtke.

Um petróglifo egípcio mostrando o signo de Capricórnio - Sputnik Brasil, 1920, 26.11.2024
Um petróglifo egípcio mostrando o signo de Capricórnio | CC BY 4.0 / Evans et al., The Journal of Egyptian Archaeology (2024) / An Egyptian petroglyph showing the Capricorn zodiac sign (cropped photo)

Ao lado do petróglifo de Capricórnio, outra figura incomum semelhante a um camaleão foi encontrada, tornando o painel enigmático. O estilo semelhante e a associação próxima da arte rupestre do camaleão perto de Capricórnio significa que os dois petróglifos provavelmente foram produzidos ao mesmo tempo, possivelmente pela mesma pessoa entre o século I a.C. e o final do século I d.C., coincidindo com a introdução de Capricórnio no Egito durante o período greco-romano.

Segundo os pesquisadores envolvidos no achado, a primeira ocorrência de algo semelhante a Capricórnio ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2112 a.C. Os sumérios e acadianos adotaram a figura do peixe-cabra para representar o deus Enki, que era associado à constelação de Capricórnio.

Da Mesopotâmia, os zodíacos e suas associações eventualmente se espalharam para a Grécia no século V a.C. e de lá para Roma no século I a II d.C.

Por volta de pelo menos 300 a.C., os zodíacos eram conhecidos no Egito, com suas primeiras representações encontradas em tetos de zodíaco em templos ptolomaicos, incluindo o templo de Montu e Rattawy em Armant, onde os signos do zodíaco foram pintados durante o primeiro século a.C.

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Como resultado, horóscopos foram produzidos largamente durante o período greco-romano no Egito, com egípcios especialmente pertencentes à elite cientes dos signos do zodíaco.

“Estamos confiantes de que o petróglifo representa Capricórnio e que provavelmente foi produzido durante o Período Greco-Romano“, escrevem os pesquisadores.

Hardtke explica que, “durante esse período, podemos encontrar inscrições gregas com nomes e dedicatórias a deuses etc. Ocasionalmente, há exemplos de representações figurativas de deuses e animais junto com textos“, reforçando a convicção dos pesquisadores.

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