21 de julho de 2026

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Astrônomos capturam sinal de rádio de satélite desativado da NASA


Por Redação Diário dos Campos Publicado 02/07/2025 às 14h34 Atualizado 25/02/2026 às 17h01
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© Foto / Smithsonian National Air and Space Museum/Jim Preston

Uma explosão rápida de rádio detectada em 2024, inicialmente confundida com um fenômeno cósmico, foi rastreada até o satélite Relay 2, da NASA, desativado desde 1967.

Uma explosão rápida de rádio detectada em 13 de junho de 2024 surpreendeu os astrônomos ao ser rastreada até uma fonte inesperada: um satélite da NASA desativado há mais de 50 anos.

Diferente da maioria desses sinais, que geralmente vêm do espaço profundo e têm origem natural, essa emissão foi gerada por uma máquina feita pelo ser humano, o satélite Relay 2, lançado em 1964 e desativado em 1967, que ainda orbita a Terra em altitudes elevadas.

A detecção foi feita pelo radiotelescópio australiano ASKAP, que registrou uma explosão de rádio entre 695,5 e 1031,5 megahertz. A equipe liderada pelo astrônomo Clancy James conseguiu localizar a origem do sinal analisando os atrasos de tempo do campo próximo, identificando o Relay 2 como a fonte.

© Foto / Smithsonian National Air and Space Museum/Jim Preston

Casos anteriores já mostraram que sinais de rádio podem ser confundidos com eventos cósmicos, como uma explosão de raios gama que, na verdade, era luz solar refletida em um estágio de foguete. No entanto, o caso do Relay 2 é mais preocupante, pois envolve um satélite inativo emitindo um sinal forte e breve, o que levanta questões sobre os riscos do lixo espacial e sua interferência nas observações astronômicas.

Explosões rápidas de rádio são eventos extremamente energéticos e breves, geralmente vindos de fontes distantes como magnetares. Por isso, a descoberta de um sinal tão próximo – a apenas 4.500 km da Terra – chamou a atenção dos cientistas.

A equipe descartou a possibilidade de o sinal ter sido causado por reflexo solar e propôs duas explicações: uma descarga eletrostática ou uma colisão com um micrometeoroide. Embora ambas sejam plausíveis, os pesquisadores consideram mais provável a descarga eletrostática, um fenômeno conhecido em satélites que acumulam carga elétrica ao se moverem pelo campo magnético da Terra.

Esse tipo de descarga já foi observado antes, como em um estudo de 2017 com o telescópio de Arecibo, que detectou sinais semelhantes vindos de um satélite GPS. No caso do Relay 2, não foi possível identificar um gatilho específico, o que sugere que tais eventos são raros. Ainda assim, a descoberta é significativa para a compreensão dos riscos eletrostáticos no espaço e para o desenvolvimento de métodos de detecção mais precisos.

Leia também:Telescópio da NASA teria detectado buraco negro ‘procurado há anos’

Em seu estudo publicado no The Astrophysical Journal, os pesquisadores destacaram que a observação abre novas possibilidades para o sensoriamento remoto de descargas eletrostáticas, que representam uma ameaça real às naves espaciais, além de nos alertar para a necessidade de distinguir esses eventos de verdadeiros fenômenos astrofísicos.

(Sputnik Brasil)

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Redação Diário dos Campos
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A Redação do Diário dos Campos é composta por uma equipe de jornalistas e colaboradores, que produzem conteúdo de qualidade, com foco especial em Ponta Grossa (PR) e região dos Campos Gerais. O DC foi fundado em 1907 como jornal impresso, e atualmente publica notícias em diferentes plataformas.