Arqueólogos descobrem pinturas murais de 2.000 anos no Egito

Ao estudar inscrições nas paredes do famoso Vale dos Reis, no Egito, arqueólogos descobriram desenhos murais de 2.000 anos deixados por um viajante indiano, informa o portal arqueológico Arkeonews.
Esse viajante era um homem chamado Cikai Korran, que imortalizou seu nome no famoso local de sepultamento dos faraós egípcios escrevendo-o oito vezes. Arqueólogos encontraram seu nome, escrito na língua tâmil antiga, em pelo menos cinco tumbas diferentes.
Em uma das tumbas, seu nome foi esculpido a uma altura impressionante de 5 metros, um indício de que o viajante indiano queria deixar sua marca em um local de destaque.
Os pesquisadores traduziram suas curtas inscrições mais ou menos assim: “Cikai Korran veio aqui e viu”.
No entanto, os arqueólogos não conseguiram determinar exatamente quem era esse homem. Apenas é possível supor que ele era do sul da Índia e poderia ter sido um comerciante, um mercenário, um diplomata ou um membro da elite regional.
Cikai Korran não foi o único viajante indiano que imortalizou seu nome no Vale dos Reis. Os pesquisadores também encontraram o nome riscado de Indranandin, que se autodenominava o “mensageiro do rei Kshaharata”, uma dinastia que governou parte da Índia no século I d.C.
O Vale dos Reis, localizado na margem oeste do Nilo, perto de Luxor, é um dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo. Durante o Império Novo, serviu como local de sepultamento para faraós egípcios e nobres poderosos.
No entanto, séculos depois desses enterros, o vale se tornou a principal atração para viajantes.
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As inscrições descobertas de viajantes indianos datam de aproximadamente os séculos I a III d.C. Naquela época, o Egito fazia parte do Império Romano, e o Vale dos Reis funcionava como um centro turístico histórico.
