
Compartilhar experiências é uma rica oportunidade de reflexão e exercício de avaliação para a prática clínica e também para a abertura a diferentes olhares.
A Terapia Infantil nos mostra as inúmeras possibilidades de apoiar a criança “no desenvolvimento da saúde mental, emocional e social, proporcionando alternativas para que ela identifique suas dificuldades e desenvolva habilidades para lidar com o que possa estar lhe causando sofrimento, incômodos e até medos.”
É um olhar atento para suas manifestações comportamentais desde o espaço familiar, na escola, relacional. Conseguimos, por meio da escuta ativa, identificar “desconforto, reações, sentimentos, comportamentos.”
Testes e a Avaliação Neuropsicológica são ferramentas que nos dão oportunidade de entender o funcionamento cerebral e identificar características de cada sujeito quanto à atenção, memória, cognição, níveis de ansiedade, tendências à depressão, entre outros.
A Ludoterapia também nos auxilia para observarmos os níveis de participação, colaboração, frustração e competitividade. Brinquedos, jogos possibilitam expressar sentimentos, interação, comportamentos amigáveis e/ou agressivos, opositores ou colaboradores.
Crianças nos mostram o que realmente vivem. São a ponta do “iceberg” familiar e para isso temos que estar muito atentos(as).
Em algumas situações, não é a criança que precisa da terapia e sim seus familiares e/ou cuidadores.
E como estão os pais em nossos dias? Presentes, capacitados, responsabilizados? Esses precisam dar carinho, sensação de segurança, afeto, presença de qualidade e postura assertiva para colaborar no desenvolvimento saudável de seus filhos.
Quem de nós não presenciou ou mesmo teve atitudes que possam provocar “ambivalência” em nossos filhos, quando demos uma “ordem e uma contraordem?” E também exigimos verdade, comportamentos respeitosos e não agimos levando em conta esses valores?
Criança faz “espelho, modelo.”
Importante se faz, o olhar atento à percepção dos sinais que a criança manifesta, desde medos que não tinha, oposição aos solicitados, isolamento, agressividade e comportamentos compensatórios, como por exemplo, chegar da escola com “algo que não lhe pertence.” Esse último, passível de acolhimento sem julgamento para reforçar o afeto e o espaço de avaliação para que ela, entenda que apropriar-se do que é do outro é inadequado e com ela estabelecer “resolutivas saudáveis e não punitivas” no sentido de reforçar o “correto e que atitude se espera dela.”
“É importante abordar a situação com paciência e educação, ensinando-lhe respeito às regras de convivência.”