Para Charles Darwin, as espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes, mas sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças. Como seria se aplicássemos esta teoria à empregabilidade dos profissionais quando o domínio de um segundo idioma é item eliminatório nos processos seletivos? Destacado como uma língua universal, o inglês é o idioma mais aprendido e valorizado. Conversamos com o diretor de uma escola, Phil Young.
Qual a importância do inglês na vida profissional?
A globalização conectou as pessoas e as organizações de uma maneira intensa e permanente. O inglês é a chave para inserção nesta rede de conexões. É também a língua da internet, o idioma oficial da ciência, do comércio, do entretimento e das relações mundiais. A globalização ainda tem um efeito imediato na economia, o que vem obrigando um grande número de empresas a buscarem meios para firmar parcerias e negócios, em mercados que vão além das fronteiras nacionais.
Há quem comparece às aulas apenas pelo diploma. Isso pode atrapalhar?
O inglês é uma ferramenta para projetos de vida. Se você apenas diz que possui esse conhecimento, não conseguirá concretizar seu projeto, será apenas um ideal. Empresas não querem uma frase no currículo, mas sim pessoas competentes, pois assim elas poderão integrar e participar das redes de relacionamentos.
Como é possível classificar o nível de inglês?
Há várias maneiras de classificar o nível de inglês. Gosto da solução adotada pela Comunidade Europeia, que criou um documento chamado Common European Framework of Languages que universaliza a descrição de desempenho linguístico. Em um dado nível, o aluno terá que possuir certas competências, não necessariamente o domínio de estruturas gramaticais, mas sim a capacidade de uso social do idioma. São três níveis: A Basic User, B Independent User e C Proficient User. Ainda para avaliar o nível do aluno, é importante que a instituição de ensino adote um teste externo, como o TOEFL.
Qual o melhor método para estudar inglês?
Qualquer aprendizado precisa de três fatores: vontade, disciplina e compartilhamento. Assim, o aluno precisa querer aprender inglês, ter vontade e criar uma rotina de estudos, e por fim, ter pessoas que compartilhem desse desejo.