Por que as empresas não consideram mais alguns diplomas de pós-graduação como diferencial no mercado?
Sobrepondo a qualidade
Nas duas últimas duas décadas houve uma mudança radical quando se fala em ensino superior no Brasil. Primeiro, houve a abertura para que várias universidades, várias faculdades, centros de ensino superior, aparecessem e oferecessem uma série de cursos superiores no Brasil. Junto com grandes e boas instituições surgiram também alguns cursos que privilegiaram mais o preço do que a qualidade. Surgiram então as faculdades de segunda linha, que praticamente pelo pagamento da mensalidade um aluno já tem a garantia de aprovação.
*****
Um novo mercado
Acontece que quando o mercado de trabalho percebeu que isso estava acontecendo mudou a referência e passou a exigir cursos de pós-graduação dos candidatos ao emprego e aí surgiu um novo mercado. Os cursos de pós-graduação teriam não apenas a finalidade de ensinar uma pessoa, mas em alguns casos os cursos de pós-graduação também deveriam, como se diz por aí, lavar diplomas. Isso significa garantir para aqueles que têm uma graduação ruim pelo menos um título de pós-graduação decente.
*****
A diferença
Aí muitos profissionais perceberam o erro que cometeram ao cursar uma universidade com pouca qualidade e agora tentam fazer do MBA, da pós-graduação um instrumento de qualificação efetivo para a sua vida. Assim, meu amigo, está explicado porque as empresas estão agora questionando não apenas a faculdade onde a pessoa se formou, mas também a qualidade do curso de pós-graduação que ela cursou. Se antes o ensino superior era diferencial, agora nem pós-graduação de segunda linha faz a diferença.
(Luciano Salamacha)
