
O Governo do Estado fez um novo apelo ao sindicato dos professores para que não haja greve na rede pública, conforme já foi anunciado pelos trabalhadores da educação. O pedido foi feito durante reunião na tarde de segunda-feira (13), no Palácio Iguaçu, entre o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, a secretária da Educação, Ana Seres, os 32 chefes dos Núcleos Regionais da Educação e dirigentes sindicais.
Rossoni disse que o Estado não tem como avançar na pauta corporativa e lembrou que nos últimos seis anos a categoria teve reajuste salarial da ordem de 146%, enquanto a inflação do período (IPCA) foi de 49%, e que em janeiro foram implantadas as promoções e progressões para a categoria.
“Estamos fazendo todo o esforço para manter as finanças do Estado em equilíbrio, apesar da crise nacional, e pagar os salários em dia, o que os outros estados não estão conseguindo fazer, ressaltou. Durante a reunião também foi informado que serão lançadas as faltas dos servidores (professores e funcionários) que aderirem à paralisação a partir desta quarta.
Professores
Apesar dos pedidos, a paralisação segue mantida por parte dos professores da rede estadual e também dos docentes das universidades do Estado. Na pauta de reivindicações está uma série de itens, dentre eles, chamar a atenção para a revogação da resolução que prevê a distribuição de aulas, além do cumprimento da lei da hora-atividade. Ainda são reivindicadas a Reforma do Ensino Médio e da Previdência.
Para esta quarta-feira está previsto um ato público em Curitiba, a partir das 9 horas, na Praça Santos Andrade com a presença de educadores de todo o Estado. Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), será realizado um ato público, às 10h30, em defesa da educação pública.