16 de julho de 2026

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Fim do escritório da Agricultura em PG gera revolta entre os servidores


Por dmais Publicado 01/08/2017 às 03h00 Atualizado 24/02/2026 às 05h40
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A recente decisão do Ministério da Agricultura, sobre o fechamento do escritório regional em Ponta Grossa, vem gerando revolta entre os servidores que precisarão ser realocados para o município de Castro. A decisão partiu de uma portaria publicada no Diário Oficial no dia 19 de julho de 2017, em que passa as funções e os servidores para a unidade de Castro. A previsão é de que as mudanças aconteçam dentro de 30 dias.

Entre as justificativas estão medidas de economia e reforma administrativa. Outros escritórios do interior do Estado, como do município de Jacarezinho, por exemplo, já foram fechados recentemente. Guarapuava e Pato Branco também estão no mesmo processo.

Fábio Matavelli
Funcionários deverão ser realocados para Castro após o fechamento em Ponta Grossa

No entanto, a Superintendência Federal de Agricultura vai contra a Portaria, e afirma que estas determinações estavam fundamentadas em argumentação técnica e atendendo aos estudos realizados pela própria superintendência do Estado sobre os custos de manutenção das unidades, nos índices de demanda de atividades e distância entre as sedes das unidades.

Portanto, o órgão alega que seria viável a manutenção do escritório de Ponta Grossa e o fechamento das unidades de Guarapuava e Castro, por exemplo. Ao todo, a Unidade Técnica de Ponta Grossa atende cerca de 34 municípios nas áreas de Aviação Agrícola, produtores e beneficiadores de sementes, produtores de mudas, produtores de fertilizantes, fabricantes e manipuladores de produtos veterinários, inspeção de produtos de origem animal, produtores de bebidas, entre outros.

A decisão causou revolta entre os funcionários porque a nova portaria revoga uma anterior, publicada em 10 de maio de 2017, que encerrava as atividades de Castro e passava as responsabilidades daquela unidade para Ponta Grossa.

“Castro não tem estrutura para operar, tem apenas dois servidores, sem sede apropriada. Ponta Grossa conta com salas, sete servidores, veículos e uma estrutura operacional completa”, explicou Lucio Flavio Juliatto, servidor do Ministério. “Precisamos de uma força das entidades produtoras da região. Ponta Grossa é uma cidade polo dos Campos Gerais”, complementou.

Encontro

Servidores se reuniram nesta semana com o presidente da Associação Comercial e Empresarial  de Ponta Grossa (Acipg), Douglas Taques Fonseca, para pedir apoio da entidade contra a decisão do fechamento. Durante o encontro, Fonseca se comprometeu em conversar com as forças políticas para auxiliar na manutenção do escritório no município, pois entende que Ponta Grossa é um polo agrícola regional.

Um documento elaborado pela Superintendência do Paraná solicitando a permanência do escritório de Ponta Grossa já foi encaminhado para a sede do Ministério em Brasília.

 

 

 

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