10 de julho de 2026

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Dólar nas alturas: viagem de férias em risco?


Por dmais Publicado 01/09/2018 às 18h00 Atualizado 24/02/2026 às 16h46
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O preço do dólar continua em alta e atingiu novo recorde fechando a R$ 4,14, o segundo maior valor desde o início do Plano Real, em 1994. Já o dólar turismo, sem contar o IOF, era vendido a R$ 4,31.

Qualquer previsão a ser feita para os próximos meses, até o período das eleições, será uma mera especulação, já que o mercado segue instável diante das incertezas da corrida eleitoral.

Além disso, fatores do ambiente internacional também acabam refletindo no valor do dólar. Essa situação tem impactos diretos em nossas vidas, na nossa rotina e principalmente no nosso bolso.

A situação fica pior ainda para quem está com viagem marcada para o exterior. As férias do fim de ano estão chegando e quem estava pensando em viajar para fora do país e precisa trocar o real pelo dólar terá que repensar  muito bem os gastos.

Com o dólar turismo nas alturas os valores podem aumentar muito: entram na conta passeios não comprados com antecedência, além é claro do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do cartão de crédito internacional, que atualmente passa de 6%, sendo essa uma das piores opções para quem quer fazer compras no exterior.

Para quem ficará no Brasil, os preços de produtos e serviços também sofrem alteração, refletindo diretamente no bolso dos consumidores e diminuindo o poder de compra. Produtos importados e alimentos que têm cotação no mercado internacional como a soja, o café e principalmente o trigo, que é usado na produção de pães, bolos, macarrão, entre muitos outros, também aumentam de preço e o impacto é sentido direto nas prateleiras dos supermercados brasileiros.

Portanto, é preciso refazer as contas e ter cautela, caso contrário, as finanças podem sair do controle. Àqueles que ainda não tinham se programado para uma viagem internacional, não é que devam desistir, muito pelo contrário, mas talvez adiá-la para se planejar melhor e não correr o risco de se endividar seriamente.

Sendo assim, a orientação é sempre fazer uma boa pesquisa de preços, cortar gastos desnecessários e ter um cuidado extra com as compras por impulso, que quase sempre são mau negócio.

A situação pede cautela, mas esse pode ser o momento de mudar de vez o comportamento em relação ao uso e à administração dos recursos, se educando financeiramente e estando preparado para momentos de crise como a atual. 

*Reinaldo Domingos, mestre e educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, autor dos livros Terapia Financeira, Papo Empreendedor, Livre-se das Dívidas, Mesada não é só dinheiro, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.

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