
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu a diarista suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte. A mulher se chama Paola Stefany Neto Cirino, tem 30 anos e confessou o crime aos investigadores, segundo a polícia.
A prisão ocorreu em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. No momento da abordagem, a suspeita estava com o filho, de 6 anos.
As vítimas eram o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O casal morava em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
O que aconteceu no apartamento
Segundo a investigação, a diarista foi ao imóvel para trabalhar. Câmeras de segurança registraram a entrada dela no prédio pela manhã.
Depois disso, as imagens mostraram a suspeita deixando o condomínio com roupas diferentes e carregando sacolas.
O filho do casal encontrou os pais mortos na tarde de terça-feira (30). Antes disso, ele estranhou a falta de contato com os dois. A perícia identificou marcas de violência nos corpos. Além disso, encontrou sinais de que as vítimas tentaram se defender.
A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, que é roubo seguido de morte. Os investigadores encontraram o apartamento revirado. Agora, eles apuram o desaparecimento de objetos de valor, celulares, joias e relógios.
Suspeita teria dopado as vítimas
Em depoimento, a diarista relatou que dopou o casal com comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes do ataque.
Em seguida, ainda conforme a investigação, ela teria usado uma faca encontrada na própria residência.
Após o crime, a suspeita tomou banho no apartamento, trocou de roupa e saiu levando pertences das vítimas.
Além disso, a polícia encontrou uma blusa com manchas de sangue e outros materiais em uma caçamba de lixo próxima ao prédio.
Parte dos objetos levados do apartamento estava com a suspeita no momento da prisão, segundo a investigação. Por isso, a polícia tenta recuperar todos os bens e reconstruir o caminho feito por ela depois que deixou o condomínio.
Polícia apura possível ajuda na fuga
A Polícia Civil também investiga se Paola agiu sozinha. Um dos pontos em análise envolve a possível participação de um motorista que teria levado a suspeita após a saída do prédio.
De acordo com os investigadores, a diarista afirmou que o homem era apenas motorista de aplicativo. Mesmo assim, a polícia quer localizá-lo. O objetivo é esclarecer se ele sabia do crime ou se apenas realizou a corrida.
A suspeita não resistiu à prisão. Conforme a polícia, ela disse que estava arrependida. Ela também afirmou que pretendia se entregar caso os policiais não a encontrassem antes.
Quem eram as vítimas
Cláudio Atala Inácio atuava como advogado em Belo Horizonte. Ele tinha escritório na capital mineira e era conhecido no meio jurídico.
Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio era empresária. Ela já teve uma loja de presentes e decoração no bairro São Pedro, na mesma região onde o casal morava.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais lamentou a morte de Cláudio e de Maria Clotilde. Além disso, a entidade informou que acompanha o caso e cobra a responsabilização dos envolvidos.
Perguntas rápidas sobre o caso
Onde o crime aconteceu?
O crime aconteceu em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Quem é a suspeita?
A principal suspeita é a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos. A polícia prendeu a mulher em Itabira.
Qual é a linha de investigação?
A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Além disso, os investigadores apuram se a suspeita recebeu ajuda para fugir.
As vítimas foram identificadas?
Sim. As vítimas eram Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos.
