Conheça as bolhas de respiração que ajudam pacientes com covid


Por editor

Foto: Divulgação/HGU

Foto: Divulgação/HGU

Um dos aparelhos que fazem diferença no tratamento dos sintomas respiratórios da covid-19 são os BRICs – sigla para Bolha de Respiração Individual Controlada. Na aparência, ele traz a impressão de algum dispositivo criado pela NASA, mas na verdade possuem um funcionamento mais simples e eficiente, salvando vidas afetadas pela doença.

Os BRICs fazem parte da ventilação não-invasiva. Eles são uma espécie de capacete, em formato de bolha, de uso individual, impermeável e com conexões respiratórias que permitem uma zona de controle de oxigênio.

A ferramenta ajuda aqueles pacientes que ainda não precisaram de intubação ou que, eventualmente, estão saindo desse processo, em especial os que não se adaptam a outro tipo de ventilação.

Nesta semana, o Hospital Geral Unimed (HGU) de Ponta Grossa adquiriu seis dessas ‘bolhas’. Além deste equipamento, a unidade hospitalar comprou cinco novos respiradores para os atendimentos.

Os equipamentos serão para utilização em qualquer área do hospital quando se fizerem necessários, mas, nesta fase dos acontecimentos, serão priorizados para cuidado aos pacientes da unidade exclusiva para atendimento de casos da covid-19.

VNI

Tanto as bolhas quanto os ventiladores mecânicos (respiradores) têm uso enquadrado em ventilação não-invasiva (VNI), quando não há intubação ou traqueostomia. “Não possuem efeito aerossol, interferem menos na fala, é compatível com qualquer formato de rosto e minimiza lesões faciais”, esclarece Luciane Zanetti, gerente assistencial do HGU.

Segundo Thomas D’haese, médico intensivista e coordenador da UTI covid da instituição, “estudos conduzidos pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovam que a utilização de um aparelho VNI pode reduzir em até 20% a necessidade de intubação em pacientes com a doença. Há também estudos feitos na Europa, especialmente na Itália, indicando que pacientes com covid-19 tiveram uma redução de 54% na necessidade de intubação quando utilizaram o método VNI”.

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