
Uma das épocas mais aguardadas do ano, o Natal e o Ano Novo são datas especiais, pois extrapolam os significados tradicionais. São datas em que as pessoas comemoram a união, a chegada de um novo ano, mas também anseiam pela fartura de comida e bebida que há na época.
Se durante o restante do ano o consumo do vinho ainda é modesto no país (cada brasileiro toma, em média, 2 litros da bebida por ano, segundo o Instituto Brasileiro do Vinho – Ibravin), com a chegada das festas de fim de ano, esse hábito aumenta, principalmente devido aos brindes de comemoração.
De acordo com Milton Assumpção, autor do livro 'Viagens, Vinhos, História', um dos fatores que resultaram nesse aumento é que, hoje, há um grande número de pessoas, em todo o mundo, que descobriu o prazer do vinho. “Temos um novo perfil de consumidor, que não tem necessidade de saber tudo sobre vinhos, mas buscam conhecer o suficiente para apreciar um bom vinho”, afirma.
É comum vermos, na mesa da ceia do Natal e Réveillon, as tão esperadas garrafas de espumantes ou champagnes para acompanhar os pratos típicos da data. A razão para isso relaciona-se com a utilização do vinho como elemento de celebração, lembrando que o primeiro milagre de Cristo foi em uma festa, nas Bodas de Canaã, quando ele transformou água em vinho.
Segundo Assumpção, há uma regra que se aplica àqueles que querem beber um bom vinho, seja espumante ou não: para que a experiência seja ainda mais prazerosa, também, é interessante adicionar bons tira-gostos, boa companhia e bom papo. Ou seja, nada melhor do que datas comemorativas para estourar a champagne de melhor qualidade.
Comemoração
“Somente o fato de estourar um espumante já é uma comemoração. Esse tipo de vinho está diretamente aliado às festividades e felicidade, ele é responsável por reunir pessoas queridas para os brindes mais especiais das nossas vidas, sejam os de natal, réveillon ou até mesmo do casamento”, finaliza.