
Deveria ser entregue em outubro deste ano o prédio do novo Mercado Municipal de Ponta Grossa. Mas, a espera pela obra já dura quase três anos.
O projeto é fruto de contrato de concessão firmado entre município e empresa privada, em 2017. Na proposta inicial, o antigo prédio do Mercado Municipal seria demolido, dando lugar a um novo espaço. A nova estrutura contaria com estacionamento, espaços gastronômicos e lojas de vários segmentos. No entanto, a lentidão com que os serviços ocorreram fez com que empresários perdessem, gradativamente, o interesse.
Thiago Moro é sócio-proprietário da Engenho 227 Cachaçaria. A empresa voltada para o ramo de gastronomia não tem esse nome por acaso. O número 227 corresponde ao box no qual o estabelecimento já deveria estar instalado, no novo Mercado Municipal que tinha primeiro prazo de conclusão em outubro de 2018.
“Era um projeto interessante, e ousado, até. Mas, aí, a gente viu que não evoluiu como se esperava. A última reunião que participamos com a empresa foi em novembro de 2018, quando acabamos nos interessando por outro ponto comercial para a empresa, e decidimos pelo atual endereço”, recorda Moro.
Embora não tenha ocorrido encontro formal entre os empresários interessados, a empresa construtora informou que havia, naquele mesmo ano, vários box já reservados. Inclusive, para três empresas internacionais do segmento de gastronomia: duas da Itália e uma da Espanha.
Prefeitura aguarda retomada
Após quase três anos, com adiamentos, obras paralisadas, e prestes a encerrar o prazo do contrato, nem mesmo a estrutura antiga foi completamente demolida. Mas a prefeitura de Ponta Grossa acredita na retomada das obras do Mercado Municipal.
De acordo com a assessoria de imprensa, em julho a prefeitura encaminhou a rescisão do contrato para o endereço informado como sendo da empresa. Após negociação, a concessionária apresentou um valor aceito de caução. Por meio de crédito financeiro, esse valor serviria para cobrir eventuais prejuízos. Agora, a prefeitura aguarda a continuidade dos procedimentos.
Para o prefeito Marcelo Rangel, a obra será finalizada. “A empresa teve dificuldades. Ela iniciou a demolição (…), mas em momento algum lesou algum investidor. Não vendeu espaço para investidores, realizou todos os procedimentos corretos e depositou caução demonstrando interesse na evolução do projeto”, disse Rangel em recente entrevista ao Diário dos Campos.
Prazos
Apesar de o prazo de validade do contrato vencer em outubro, a prefeitura acrescentou, por meio de sua assessoria de imprensa, que pode haver um novo aditivo. Para isso, a empresa precisa manifestar interesse até o próximo mês. Em caso de não cumprimento, podem ser aplicadas as medidas e penalidades regulamentares e contratuais, dispostas na LEI Nº 12.755, sobre a concessão do uso e exploração do Mercado Municipal. O contrato prevê multas em caso de descumprimento das cláusulas.
