As três dicas de ouro para quem deseja empreender

O número de solicitações de crédito para empreender aumentou 88% de 2016 para 2017, segundo a plataforma de crédito digital Simplic (www.simplic.com.br), a primeira da modalidade no Brasil. Esse dado reflete uma tendência de busca por empreendedorismo no País: a cada ano, cerca de um milhão de pessoas tornam-se microempreendedoras individuais (MEI), segundo o Sebrae. Mas, antes de ir na onda do empreendedorismo, é necessário prestar atenção a três pontos primordiais para que o negócio próprio não se torne um pesadelo. Confira dicas dos especialistas do Simplic:
Manter o foco
Uma das marcas registradas dos empreendedores é a criatividade. A inovação vem justamente da originalidade, mas, muitas vezes, esse tiro pode sair pela culatra no início de uma operação. Ao tentar abordar diversos problemas de uma vez, muitos pequenos negócios perdem a mão. Segundo a Harvard Business School, a falta de foco e controle de tempo custa cerca de US$ 7,4 bilhões de dólares à economia americana por dia. No começo de qualquer empreendimento, os recursos financeiros são mais escassos e esses prejuízos podem fazer a diferença para o sucesso no longo prazo.
Para evitar prejuízos, é necessário definir muito bem o público-alvo e quais são as ações estritamente essenciais para obter os resultados pretendidos, sem perder o foco do negócio. Logo no início, um controle atento da folha de pagamento e de outros custos podem ser o diferencial para o sucesso da empresa nos primeiros anos. Há planilhas de fluxo de caixa disponíveis para download na internet que podem ajudar nessa tarefa.
Valorizar dados
Com a tecnologia, o contato das empresas com seus consumidores mudou. Sites e mídias sociais fornecem uma grande quantidade de dados que podem ser usados para melhorar os produtos e ofertas. Segundo o estudo Accenture Technology Vision 2016, em 2020, haverá mais de 15,4 trilhões de gigabytes disponíveis para análise de quem é o consumidor, quais são seus hábitos e preferências. É espaço suficiente para armazenar cerca de 154 trilhões de metros de livros em prateleiras.
Se usados apropriadamente, esses dados podem ajudar muito o processo de planejamento de qualquer empresa ou de um trabalhador autônomo. Em estudo realizado pela Forbes, foi constatado que companhias que colocam os dados no centro de suas decisões de marketing e vendas tem um retorno de 15% a 20% maior sobre seu investimento inicial. E esses valores podem ser ainda mais cruciais para uma pequena empresa
Separar as finanças pessoais e as da empresa
Para começar o negócio com o pé direito, é necessário separar as contas da empresa das pessoais, inclusive guardar dinheiro para investir no negócio e viver de forma mais modesta no início. Mesmo esse sendo um ponto importante para o sucesso do empreendimento, em 2015, 22% dos micro e pequenos empresários patinavam nessa recomendação, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e misturavam o orçamento da empresa com os gastos da vida pessoal.
Para evitar que isso aconteça, é necessário formalizar a empresa. O processo de formalização é simples e está se tornando comum no Brasil – o número de pessoas cadastradas como microempreendedores individuais (MEI) foi o maior desde 2010 no 1º semestre de 2017, segundo a Serasa Experian. O segundo passo é definir um salário para dono e sócios. Apesar de incomum para autônomos e pequenos empresários brasileiros, essa prática é a melhor forma de evitar retiradas de dinheiro do caixa da empresa sem planejamento.
