
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, também é o momento para alerta sobre a ligação entre tabaco e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que tem como característica a redução progressiva da capacidade do pulmão. A enfermidade reúne duas doenças, a bronquite crônica e a enfisema pulmonar. Com mais de 18 milhões de fumantes no Brasil, a mortalidade pela DPOC no país chega à média de 44,5 para cada 100.000 habitantes, o que pode representar quase 100 mil casos por ano. E as mulheres são as mais prejudicadas4.
Entre os quase 15 milhões de pacientes diagnosticados no mundo com DPOC, 58% são mulheres. Segundo a avaliação da Associação Americana do Pulmão, elas ainda têm 37% mais propensão à DPOC que os homens. O número de novos casos está crescendo quase 3 vezes mais rápido em mulheres do que em homens e a taxa delas por causa da doença quadriplicou desde 19804.
Veja abaixo cinco fatos que mostram como a DPOC, geralmente adquirida pelo uso do cigarro, pode impactar a vida de quem tem a doença:
1.A DPOC é uma doença com alta mortalidade e representará em 2020 a terceira principal causa de morte no mundo.
2. Pacientes hospitalizados por conta das crises (exacerbações) recorrentes causadas pela DPOC têm mais chances de sofrerem infarto ou de terem um acidente vascular cerebral.
3. Falta de ar ao se exercitar, subir escadas, correr ou ao andar em um ritmo mais acelerado são alguns dos principais sintomas que as pessoas com a DPOC não controlada sentem. É preciso ficar atento a esses sinais e buscar um pneumologista caso perceba essas dificuldades no dia-a-dia.
4. Não há cura para a DPOC. Após o diagnóstico médico, os cuidados individuais, parar de fumar e uso de medicamentos, entre eles os broncodilatadores, reduzem os sintomas, aumentam a capacidade de realizar exercício e agregam mais qualidade de vida.
5. A presença de DPOC pode estar associada à maior ocorrência de ansiedade, depressão e osteoporose, sendo mais frequente nas mulheres.
A médica Dra. Iara Fiks explica que apesar desse cenário, parar de fumar, a prática de exercícios físicos – de acordo com a orientação médica, e a adesão ao tratamento correto pode oferecer uma nova perspectiva de vida. "Os pacientes de DPOC moderada a grave também contam com opções de terapias que associam dois tipos de broncodilatadores em um só medicamento. Esse tipo de tratamento já é considerado como o padrão por pesquisas internacionais por oferecer uma melhor condição respiratória aos pacientes".
Com as terapias mais atuais, é possível prevenir as crises de piora dos sintomas respiratórios (exacerbações), diminuindo hospitalizações, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.