
Nos acréscimos da partida entre Portugal e Croácia, pela fase 16 avos da Copa do Mundo, um gol polêmico de empate dos croatas foi anulado pela arbitragem. O motivo? Um chip presente na bola foi responsável por captar um toque no fio de cabelo do atacante, acusando impedimento na jogada.
O lance polêmico aconteceu aos 58 minutos do segundo tempo, ou seja, no 13° minuto dos acréscimos. Portugal vencia por 2 a 1, de virada, quando em uma bola lançada na área portuguesa a Croácia empatou a partida. Na revisão do VAR, a tecnologia presente na Trionda, bola do mundial, identificou um toque que nem câmeras puderam perceber a olho nu.
O ‘micro-toque’ nos fios de cabelo do atacante Igor Matanovic criou uma nova jogada e deixou o lance em impedimento. Mas afinal, qual é essa tecnologia capaz de ver o “invisível”?
Sensor de última geração
Para essa Copa do Mundo, a FIFA investiu em um chip embutido na bola que utiliza a tecnologia de Unidade de Medição Inercial (IMU). O sensor é recarregável por indução e não afeta o peso ou o equilíbrio da bola.
A medida foi criada para poder precisar lances ajustados de impedimento. Aqueles em que, de casa, pode parecer que os atletas estão na mesma linha – quando na verdade são centímetros que determinam se o lance é válido ou não.
A tecnologia permite saber o primeiro momento de contato do corpo com a bola, geralmente o pé, para determinar quando o passe foi feito. Deste modo, o VAR conseguirá traçar com máxima precisão as linhas de posicionamento em lances duvidosos de impedimento.
100 vezes mais
A tecnologia implantada permite captar até 100 vezes mais frames (ou dados) do que um vídeo, por exemplo. Isso porque os dados de aceleração e movimento do sensor operam a 500Hz.
Ou seja, são 500 dados por segundo para determinar com precisão de milissegundos o momento exato do impacto na bola, segundo Leonardo Bertozzi, jornalista da ESPN, em publicação no seu perfil do X.
