12 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

A taça que falta: o retrospecto de Neymar ao chegar para sua quarta Copa do Mundo


Por Matheus Dias Publicado 19/05/2026 às 13h44
Ouvir: 00:00
Neymar na Seleção para Copa do Mundo 2026
Foto: RHONA WISE/AFP/Getty Images)

A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 reacende um debate recorrente no futebol brasileiro: o legado de um dos jogadores mais vitoriosos e decisivos de sua geração e a busca pelo único grande título que ainda falta em sua carreira. Aos 34 anos, o atacante chega ao seu quarto Mundial com uma trajetória marcada por conquistas expressivas em clubes, recordes individuais e campanhas relevantes com a Seleção Brasileira.

Leia também: PG importará armas da Itália para a Guarda Municipal

Era de ouro no Santos

Revelado pelo Santos, Neymar rapidamente se consolidou como protagonista no cenário nacional e internacional. Pelo clube paulista, conquistou títulos importantes como a Copa do Brasil (2010), a Copa Libertadores da América (2011) e três edições do Campeonato Paulista (2010, 2011 e 2012), sendo peça central de uma das gerações mais marcantes da história recente do clube.

Carreira na Europa

A transferência para o Barcelona, em 2013, elevou Neymar a um novo patamar. Atuando ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez, foi campeão da Liga dos Campeões da UEFA na temporada 2014/2015, além de dois títulos da La Liga, três Copas do Rei e o Mundial de Clubes da FIFA, consolidando-se como um dos principais nomes do futebol europeu naquele período.

Em 2017, protagonizou a transferência mais cara da história do futebol ao se transferir para o Paris Saint-Germain. No clube francês, acumulou cinco títulos do Campeonato Francês, além de copas nacionais, mantendo números expressivos apesar de passagens marcadas por lesões. Posteriormente, teve breve passagem pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita, onde conquistou o Campeonato Saudita, antes de retornar ao Santos, clube que o revelou.

Neymar na Seleção

Pela Seleção Brasileira, Neymar construiu um currículo igualmente relevante. É o maior artilheiro da história da equipe, segundo critérios da FIFA, e soma títulos como a Copa das Confederações de 2013 e a medalha de ouro olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Em números gerais, ultrapassa a marca de 120 jogos com a camisa verde e amarela, com quase 80 gols marcados.

Nas Copas do Mundo, o desempenho de Neymar reflete tanto protagonismo quanto frustrações coletivas. A estreia ocorreu no Mundial de 2014, disputado no Brasil. Na ocasião, o atacante marcou quatro gols em cinco jogos e foi decisivo na fase de grupos, mas sofreu uma grave lesão nas costas nas quartas de final, contra a Colômbia, ficando fora da semifinal histórica diante da Alemanha. Sem seu principal jogador, o Brasil acabou eliminado de forma contundente no eterno 7 a 1.

Na Copa de 2018, na Rússia, Neymar chegou como principal referência ofensiva da Seleção. Disputou cinco partidas, marcou dois gols e deu assistências importantes, mas o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela Bélgica, repetindo o mesmo estágio alcançado quatro anos antes.

Já no Mundial de 2022, no Catar, Neymar voltou a enfrentar problemas físicos, ficando fora de parte da fase de grupos. Ainda assim, marcou gols decisivos nas oitavas e quartas de final, chegando a balançar as redes contra a Croácia no mata-mata. A eliminação, novamente nas quartas, manteve o jejum brasileiro em Copas e reforçou o sentimento de que faltou um desfecho à altura do talento individual apresentado. 

Ao todo, Neymar soma 13 jogos, oito gols e três assistências em Copas do Mundo, com sua melhor campanha sendo a de 2014, quando o Brasil alcançou a semifinal. As edições seguintes terminaram com eliminações precoces para os padrões históricos da Seleção.

Merecia ser convocado?

A convocação para a Copa do Mundo de 2026, anunciada pelo técnico Carlo Ancelotti, surge, portanto, como mais um capítulo decisivo de uma carreira já repleta de títulos e recordes. Para Neymar, trata-se da oportunidade de disputar o quarto Mundial e, possivelmente, encerrar sua trajetória na Seleção buscando o hexacampeonato — o troféu que falta para completar uma das carreiras mais vitoriosas do futebol brasileiro contemporâneo.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.