21 de julho de 2026

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Como móveis de MDF podem ser tóxicos em ambientes fechados?


Por Redação Diário dos Campos Publicado 22/03/2026 às 17h19
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Woman assembling a diy chair from scratch
Foto: freepik

Todos nós, em algum momento da vida (ou mesmo agora), já sentimos um cansaço inexplicável ao passar muito tempo em determinado ambiente, mesmo sendo agradável esteticamente. Isso acontece porque nem todo desconforto é perceptível aos olhos e pode estar relacionado até aos móveis, como os feitos de MDF, que podem liberar substâncias prejudiciais à qualidade do ar.

Para a arquiteta Mariana Meneghissoà frente da Meneghisso & Pasquotto Arquitetura ao lado de Alexandre Pasquotto, as razões para esse mal estar pode estar, justamente, nos detalhes que não são percebidos e esse essa compreensão é o ponto de partida para compreender o que é a Geobiologia.

A casa conversa com o corpo o tempo todo e, mesmo quando não percebemos conscientemente, ela é capaz de nutrir ou drenar nossa energia“, afirma.

Materiais que respiram X que intoxicam

Com todo esse novo olhar, o design de interiores também passa a ser visto sob outra perspectiva. Os materiais e acabamentos passam a ser escolhidos sob uma lógica de saúde ambiental. “Evitamos pisos que impeçam a respiração do solo, superfícies que concentram radioatividade natural e tintas ou móveis que liberam compostos tóxicos silenciosamente no organismo“, alerta a profissional que faz dupla com o arquiteto Alexandre Pasquotto no escritório Meneghisso & Pasquotto.

Entre os materiais considerados problemáticos estão tintas com alto teor de VOC (compostos orgânicos voláteis), móveis com excesso de formaldeído, e principalmente os móveis de MDF de baixa qualidade, também os carpetes sintéticos que acumulam ácaros e eletricidade estática, os pisos vinílicos com plastificantes tóxicos e revestimentos que criam barreiras impermeáveis sobre o solo.

Especialistas apontam que, em ambientes fechados e com pouca ventilação, a concentração de compostos liberado pelos móveis em MDF pode ser maior, intensificando desconfortos como dores de cabeça, cansaço e irritabilidade.

Em contrapartida, ganham destaques tintas minerais ou sem compostos voláteis, madeira maciça certificada, mobiliário com colas atóxicas, tecidos naturais como linho e algodão, argamassas à base de cal, cerâmicas naturais e pisos mais permeáveis que permitem trocas equilibradas com o terreno.

É simples: o que envolve o corpo diariamente precisa colaborar com ele e não sobrecarregar“, resume.

O terreno não é neutro

A Geobiologia parte de um princípio fundamental: o local onde se constrói carrega histórias, registros e fenômenos naturais que influenciam diretamente a vida humana. “Um terreno apresenta veios de água subterrâneos, cruzamentos telúricos e diferentes tipos de radiações naturais. Essas forças interagem com o organismo e moldam a experiência de habitar“, explica Mariana.

Ainda pouco difundida no Brasil, a área investiga as interações entre os seres vivos e as forças sutis da Terra. Quando aplicada à arquitetura, transforma o processo projetual em uma investigação de origem, ou seja, antes mesmo do primeiro traço de desenho, o olhar geobiológico observa o solo, identifica interferências e busca compreender como a construção pode dialogar com aquele campo energético específico.

A casa deixa de ser apenas um exercício estético ou funcional e passa a ser uma morada viva, alinhada ao corpo humano“, diz.

Quando a casa está desalinhada

Ao integrar os princípios da Geobiologia ao repertório da Neuroarquitetura, campo que estuda como luz, cores, formas e proporções influenciam comportamento e as emoções, surge um novo paradigma, pois se o visível já impacta emoções e ações, o invisível também atua de forma profunda e contínua. Mas como isso se manifesta no dia a dia?

Segundo Mariana, os sinais podem ser sutis, mas cumulativos, como o aparecimento daquela insônia persistente mesmo em um quarto confortável, sensação de exaustão ao acordar, dificuldade de concentração no home office, irritabilidade sem causa aparente, dores de cabeça frequentes em determinados ambientes da casa ou até resistência inconsciente em permanecer em um espaço específico.

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Redação Diário dos Campos
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A Redação do Diário dos Campos é composta por uma equipe de jornalistas e colaboradores, que produzem conteúdo de qualidade, com foco especial em Ponta Grossa (PR) e região dos Campos Gerais. O DC foi fundado em 1907 como jornal impresso, e atualmente publica notícias em diferentes plataformas.