
O boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SESA-PR) desta sexta-feira (25) reafirma um curioso aspecto da pandemia de covid-19. Desde o início, o número de mulheres infectadas é maior que de homens. No entanto, a ocorrência de óbito entre homens é maior do que a verificada entre mulheres. Essa diferença vem se acentuando ao longo dos últimos meses.
Conforme apresentado nessa semana, 53% dos casos confirmados (detectados por exames após a ocorrência de sintomas) corresponde a pacientes mulheres.
Isso não surpreende tanto, já que a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Paraná tem mais mulheres (51,3%) do que homens, e que a população feminina é maior especialmente entre os habitantes com mais de 30 anos.
No entanto, chama a atenção o fato de que, mesmo sendo maioria entre os casos confirmados, os pacientes do sexo masculino são 58% dos pacientes que evoluem para o óbito. Por outro lado, a vacinação segue percentual próximo ao da divisão por sexo da população.
Cerca de 57% das primeiras doses foram aplicadas em mulheres. Em relação às segundas doses, 60% até agora foram para pessoas do sexo feminino. Em números totais, 57,6% de todas as doses aplicadas até agora (conforme dados do vacinômetro do Paraná nesta sexta-feira), foram para mulheres.
Os dados variam
Questionada sobre os percentuais, a SESA-PR informou que os dados disponibilizados são preliminares e sujeitos à alteração. Quem preenche os dados no sistema são os municípios, todo sistema é passível de erro de notificação e/ou digitação, e que os dados não são consolidados, são preliminares. “A Sesa trabalha com atendimento aos grupos prioritários, além disso, estatisticamente, o Paraná possui uma população feminina maior que a masculina”, declarou.
