
Depois que o Governo do Paraná realizou em março, por força de decreto, medidas restritivas à circulação de pessoas, o número de pacientes à espera de um leito para covid-19 diminuiu perceptivelmente. Em 10 de março de 2020, data do decreto que iniciou ações mais rigorosas, havia 1.185 pessoas na fila por uma vaga de UTI ou leito clínico, e com sintomas de infecção por coronavírus. O número caiu nas semanas seguintes, e vinha em decrescente até a última semana. Nesta segunda-feira (19), o número de pessoas aguardando um leito já é maior do que o verificado no dia 12, há uma semana.
O levantamento foi feito pela reportagem do Diário dos Campos e portal dcmais, por meio do portal da transparência da Secretaria de Estado de Saúde (SESA-PR). Matéria publicada pelo DC no dia 14 já havia mostrado que, conforme apontam os números, a queda no número de pessoas à espera de leito vinha reduzindo e, nos primeiros 12 dias do mês, a redução havia sido de 58,7%. Na proporção em que a redução vinha ocorrendo, nesta semana a fila de espera estaria zerada, o que permitiria aos hospitais uma redução, também, na superlotação das alas covid.
Mas foi justamente nos dias seguintes – que coincidem com o período de relaxamento de restrições e com os 10 dias após o Feriado de Páscoa – que ocorreu mudança nessa constante. Enquanto a fila ainda diminuía no setor de UTI (chegando a 90 pacientes à espera no dia 14), a fila por leito clínico começou a aumentar. E então, em uma aparente consequência, a fila por UTI também voltou a crescer.
Situação mais atual
Nesta segunda-feira (19), o Estado tinha 338 pessoas à espera de um leito para tratamento de covid-19. São 33 pacientes a mais do que o registrado uma semana atrás. O dado permite supor que o gráfico pode apresentar uma nova curva ascendente, razão pela qual as medidas individuais de prevenção – máscara, higienização e distanciamento – devem ser intensificadas.
Hospitais
No Paraná, as quatro macrorregionais de saúde estão com índice de ocupação de UTIs superior a 90% desde o dia 28 de março. Em Ponta Grossa, o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais completou no domingo (18) dois meses de superlotação nos leitos destinados ao tratamento de pacientes com sintomas de covid-19.
