
Esméria De Lourdes Saveli
No dia 11 de Junho, começaram os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2026, que está sendo realizada nos Estados Unidos da América, México e Canadá. Neste ano, participam da Copa do Mundo 48 seleções, representando seus respectivos países, dentre eles o Brasil.
Quanta expectativa! À frente da televisão, milhões de brasileiros ficam ansiosos e angustiados, com os olhos presos na tela, acompanhando, em cada jogo, vinte e dois jogadores, distribuídos vinte no tapete verde e dois na defesa dos gols, disputarem a bola, reconhecida, aqui no Brasil, por apelidos carinhosos como: a redondinha, a gorduchinha, a pelota. Esse objeto de nome feminino rola no leito verde do gramado por, no mínimo, 90 minutos sem demonstrar qualquer tipo de cansaço.
Bola, além de ser um substantivo feminino, tem a alma feminina. Isso mesmo, a bola é mulher!
Durante a partida, ela é jogada de um lado para outro. Recebe chutes e mais chutes. Não reclama, não estoura. Aguenta bem o tranco!
Quanto mais apanha, parece mais obediente. Na maioria das vezes, ela rola para o exato lugar onde é mandada. Mas, não é raro reagir mal a um chute infeliz do jogador, quando este a deixa resvalar na ponta do pé ou não a trata com a atenção que merece… Daí, acontece o inesperado. Ela, a bola, com a sua lógica redonda, quando não acredita na eficiência do passe ou talvez não goste da jogada, vai para o escanteio, para a lateral, e muitas das vezes, para os pés do adversário.
É, temos que reconhecer que a bola é exigente. Não aceita um chute qualquer! Quando isso ocorre, ela com seu sangue frio, alça voos altos como se fosse um disco voador; como pode também agir de forma sorrateira batendo no canto da trave ou deslizar rente à trave deixando o goleiro no chão.
Assim, a bola mostra que ela não é uma extensão do pé do jogador. Não obedece sempre. A bola só vai para onde o jogador quer, se ele respeitar sua aerodinâmica, sua individualidade.
Pode-se dizer que um chute qualquer não coloca a bola no gol. O único chute que sacode as redes e os corações é aquele que vem ao encontro das necessidades da bola, aquele capaz de traduzir em movimento a relação entre forma, distância, direção e intenção. É aquele chute capaz de fornecer à bola, em frações de segundos, exatamente o que ela quer.
O gol nada mais é do que a concretização de que o desejo dele e dela aconteceu e diante de todos, eles se entenderam, se abraçaram, se beijaram, se amaram.
Sim, a redondinha, a gorduchinha, a pelota é MULHER!
Nota da coluna: Esméria Saveli é Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas; Professora Associada aposentada da Universidade Estadual de Ponta Grossa; Secretária de Educação do Município de Ponta Grossa (2001-2004; 2013-2020); Membro da Academia de Letras dos Campos Gerais, Segunda Ocupante da Cadeira 23, cujo Patrono é Jacob Holzmann, Fundador Paulo A. Maluf e Primeiro Ocupante é Laertes Larocca. Foto de Edison Luiz.
____________________________________________________________________________
Às quartas, na Biblioteca com o Centro Cultural Prof. Faris Michaele
Acadêmicos, centristas e convidados reuniram-se na última quarta-feira, no Auditório do Boulevard Center, para celebrar os 39 anos do Centro Cultural Prof. Faris Michaele, o Presidente do CCPFM. Douglas Passoni de Oliveira, e o Diretor da Biblioteca Paranista Eno Teodoro Wanke, Carlos Mendes Fontes Neto, lembraram as afinidades entre as instituições já que a escritora Leonilda Hilgenberg Justus foi a fundadora e primeira presidente das duas instituições e, além, o Prof. Faris Michaele é Patrono de ambas. Como não poderia ser diferente, o encontro rememorou a ligação de Leonilda e Amélia Oberg Michaele, fundamental como propulsora dos ideais para o futuro cultural da cidade e, mesmo, da região. A acadêmica e centrista Luísa Cristina dos Santos Fontes lembrou, na ocasião, os intelectuais do Centro Cultural Euclides da Cunha e seu papel preponderante na cultura dos Campos Gerais e como, de certa forma, centristas e acadêmicos são os herdeiros desse legado inestimável. Os presentes suscitaram fatos, curiosidades, personagens da importante história do CCPFM ao longo de seus 39 anos e já se estabeleceram algumas diretrizes para o quadragésimo ano. O centrista Álvaro Costa interpretou, com o talento de sempre, poemas da notável Leonilda H. Justus. Mais uma exitosa edição do “Às quartas, na biblioteca”! Fotos do acervo de Luísa Cristina S. Fontes.
