Vídeo: ciclista faz viagem de 16 dias pedalando pelos Campos Gerais


Por cidades

Billy Joy e sua companheira de aventura. Foto: reprodução/acervo pessoal.

Billy Joy e sua companheira de aventura. Foto: reprodução/acervo pessoal.

Sete municípios e cerca de 700 Km. Estes foram alguns dos números que resumem a aventura do ciclista e turismólogo Billy Joy e sua bicicleta pelos Campos Gerais. O aventureiro realizou a viagem pedalando por 16 dias em diferentes partes da região, visitando algumas de suas paisagens mais bonitas e passando por vários perrengues. Ele esteve no estúdio do Diário dos Campos na quinta (6).

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Uma história antiga…

Ao Diário dos Campos, Billy contou parte de sua jornada. Mas a conexão com a bicicleta vem desde criança: por anos, o jovem fez tudo de bike. O vínculo com o ciclismo enfraqueceu durante a faculdade de Turismo, concluída em 2014, mas voltou com tudo a partir de 2015, em especial a conexão com o Mountain Bike e o Ecoturismo.

Desde esta época, ele já pensava em fazer uma longa viagem de bicicleta, mas não se sentia preparado o suficiente para a missão. Tudo mudou a partir de 2022, quando o jovem morou nos Estados Unidos, para realizar um projeto de pesquisa, e a conexão com o ciclismo de aventura se acentuou.

Em Oregon e Washington, Billy conheceu pessoas, trocou experiências, se capacitou e, principalmente, comprou os equipamentos necessários de camping e ciclismo para realizar a sua jornada. “Tudo o que eu precisava no Brasil era muito caro”, conta. Em outubro de 2024, estava preparada a sua aventura.

Rota da jornada

Segundo o ciclista, muitos dos viajantes que se propõem a fazer uma jornada desta natureza seguem ‘do ponto A para o ponto B’. Mas Billy faria diferente: sua rota começava e terminava em Ponta Grossa. Foi assim que, no dia 8 de janeiro de 2025, o rapaz pegou sua bike, seus equipamentos e pedalou.

A primeira parada foi no Passo do Pupo, ainda em Ponta Grossa. Ele passou ainda pela Colônia Witmarsum (em Palmeira), São Luiz do Purunã, Palmeira, Imbituva, Prudentópolis, Tibagi, Piraí do Sul e retornou a Ponta Grossa. “Foi uma rota desafiadora física e mentalmente”, diz o ciclista.

Imprevistos e perrengues

A princípio, o planejamento da viagem durava 18 dias. Porém, a rota trouxe imprevistos e desafios logísticos que encurtaram a jornada. O ciclista percebeu na prática que muitas das estradas previstas em seu planejamento sequer existiam mais ou não tinham condições de tráfego. A maioria do trajeto foi realizado em estradas rurais dos municípios.

A viagem chegou a ter uma pausa em Tibagi. Depois de sofrer com as fortes chuvas, o ciclista embarcou em um ônibus e voltou a PG. Após repouso, pegou os equipamentos e retornou ao ponto anterior para retomar sua aventura.

Muito a evoluir

Segundo Billy, a região de Ponta Grossa e dos Campos Gerais tem um enorme potencial para o Ecoturismo e o Mountain Bike, mas ainda há muito para crescer. Em comparação com outros pontos de turismo similares no Brasil e também no exterior, Joy afirma que é necessário criar uma estrutura de suporte, apoio e acolhimento para os ciclistas.

“Em uma viagem como esta, a gente aprende a dar mais valor para o nosso conforto, um prato de comida na mesa. Mas quando o assunto é bicicleta, não sobra muito tempo para chorar. É preciso montar e girar o pedivela”, conclui.

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