Via Araucária inicia duplicação da BR-277 entre Palmeira e Irati

A concessionária Via Araucária iniciou nesta terça-feira (19) as obras de duplicação da BR-277 em dois trechos simultâneos, nos municípios de Palmeira e Irati, no Paraná. O investimento total é de R$ 240 milhões, sendo R$ 90 milhões destinados ao trecho de Palmeira e R$ 140 milhões ao de Irati. A previsão de conclusão da primeira etapa, que contempla 27,5 quilômetros de novas pistas, dispositivos de retorno e obras de arte especiais, é fevereiro de 2027.
O anúncio foi feito durante evento em Irati, que reuniu autoridades locais, estaduais e nacionais. O diretor-presidente da Via Araucária, Sergio Santillan, destacou que as obras avançam sem registros de sinistros e lembrou que a duplicação no Contorno Norte de Curitiba, iniciada em junho, já está em fase adiantada. Ele também ressaltou a instalação do Ponto de Parada e Descanso (PPD), voltado a oferecer mais conforto e segurança aos motoristas.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que a duplicação representa não apenas melhorias na infraestrutura, mas também geração de empregos e fortalecimento econômico regional. “É a solução de um grande corredor que vai de Paranaguá a Foz do Iguaçu”, disse.
O prefeito de Irati, Emiliano Gomes, relacionou o momento histórico ao legado de seu bisavô, que foi prefeito quando a rodovia começou a ser construída há 65 anos. Para ele, a duplicação simboliza um salto para o futuro, com impacto direto na industrialização e na geração de renda da região centro-sul.
Já o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, ressaltou que a BR-277 será duplicada em toda sua extensão nos próximos oito anos, integrando o Paraná a outros estados e países do Mercosul. Ele reforçou que a concessionária cumpre o contrato e anunciou que em janeiro será inaugurado o PPD para caminhoneiros.
As obras começaram após a emissão da licença ambiental pelo Instituto Água e Terra (IAT), que autorizou atividades como supressão vegetal, drenagem e terraplenagem. Atualmente, os trechos operam em pista simples, e a duplicação deve ampliar a segurança viária, reduzir a gravidade de acidentes e aumentar a fluidez do tráfego. (Das assessorias)

