
Há 25 anos, o carioca Francisco Bastos de Miranda percebeu a importância dos sólidos na melhor remuneração do leite. Em uma época que não se tratava disso como fator para elevação dos ganhos, mas que já começava a se pensar na Europa, Miranda apostou e se especializou em produzir um leite com ampla capacidade de gordura e proteína, um diferencial que, anos depois, se confirmou para a elevação da rentabilidade na fazenda.
A propriedade do cooperado da Frísia, o Sítio do Urso, está localizada em Carambeí e tem um rebanho somente da raça Jersey, com 1,2 mil animais, sendo 600 em lactação.
Produção de leite
Atualmente, os animais dos 41 hectares da propriedade produzem 18,5 mil litros de leite por dia, com uma produtividade média diária que varia de 30 a 32 litros por cabeça, tudo com altos índices de sólidos.
Apesar desses números elevados, o Sítio do Urso tem outra característica que se sobressai: ter uma das melhores remunerações de todo o sistema Pool do Leite. O pool é uma entidade idealizada pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal para captar e mediar as relações entre produtores e indústrias do sistema de intercooperação, organizando os processos de pagamento e logística de coleta.
Feito em casa
A questão reprodutiva dos animais também é de alto padrão, com uma taxa na propriedade de crescimento na casa dos 15% ao ano. A reprodução é 100% por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), ou seja, ocorrendo com o rebanho de forma sincronizada.
Além da questão leiteira, Francisco faz um cruzamento entre jersey e angus para pecuária de corte, o que proporciona um acabamento de carcaça muito bom, com uma carne marmorizada. Nesse sistema, ele utiliza a Unidade de Engorda de Bovinos Frísia, entregando os animais com 135 quilos para a terminação ocorrer na unidade.
Leia mais: Produtor rural deve emitir nota por meio digital a partir deste ano