03 de junho de 2026

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Grupo apresenta espetáculo sobre violência doméstica na região


Por Das assessorias Publicado 06/03/2025 às 18h39 Atualizado 25/02/2026 às 20h09
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Foto: Divulgação

O projeto Mulher, Consciência e Ação, produzido pelo Grupo Dia de Arte, chega a cinco cidades dos Campos Gerais este mês com o espetáculo “O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou”. O drama solo que aborda sobre violência doméstica é escrito e interpretado pela atriz, diretora e dramaturga Michella França. A duração é de 40 minutos e a entrada é gratuita.

As apresentações visam promover a conscientização e a prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher por meio da arte e da educação. O projeto realiza também atividades de sensibilização mediadas por profissionais especializadas no tema da violência de gênero.

A iniciativa é aprovada pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.

O espetáculo

O drama “O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou” aborda a violência doméstica contra a mulher em suas diversas expressões: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. O monólogo expõe realidades enfrentadas cotidianamente por mulheres, que sofrem com as estruturas machistas que se repetem e se reproduzem na sociedade. A peça também questiona a construção de papéis sociais que acabam naturalizados, tornando-se condutores do machismo e da violência. 

Com linguagem contemporânea, o monólogo denuncia, informa e levanta a discussão sobre a violência contra a mulher. A peça é um drama, criado a partir de relatos reais de mulheres que sofreram as diferentes formas da violência supracitadas. “O teatro como ferramenta social consegue chegar tão fundo, e de forma tão natural, que nós nos surpreendemos com tantas mulheres se reconhecendo em um relacionamento abusivo e buscando ajuda depois de assistir nossa apresentação”, relata a atriz protagonista Michella França.

A assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e a advogada Bruna Lemr mediarão discussões com o público após as apresentações do espetáculo, promovendo uma ação sensibilizadora, que instiga o diálogo e a reflexão, ao mesmo tempo em que tiram dúvidas envolvendo a temática da violência doméstica e familiar contra a mulher.

“Do ponto de vista jurídico, explicamos o que é a Lei Maria da Penha, quais são as formas de violência, e damos exemplos práticos para que a mulher entenda se ela ou alguma conhecida está nessa situação, além das ações legais que pode tomar”, elabora a advogada Bruna Lemr. Segundo ela, o tema é complexo e exige demonstrações dinâmicas. “Uma peça teatral, uma palestra, uma apresentação de slides, um diálogo… todos esses meios são essenciais para que cada vez mais pessoas entendam a necessidade de combater a violência contra a mulher”, sustenta.

Ao todo serão realizadas dez apresentações do espetáculo: cinco em instituições públicas de ensino e dirigidas a alunos, professores e servidores, e outras cinco abertas ao público. Todas as apresentações são gratuitas.

Agenda aberta ao público

17/03 _ Jaguariaíva 10:30 (IFPR)

20/03 _ Palmeira 14:00 (Cine Teatro Municipal de Palmeira)

21/03 _ Castro 14:00 (Auditório da Secretaria Municipal de Educação)

28/03 _ Telêmaco Borba 19:30 (Teatro Maestro Sirinho – Casa da Cultura)

30/03 _ Carambeí 17:00 (Comunidade Terapêutica Rainha da Paz)

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