Fábrica nos Campos Gerais dará férias coletivas por ‘tarifaço’ de Trump


Por Matheus Dias
Vista aérea da BrasPine, com um caminhão transportando madeira trafegando pelo portal da entrada.

Empresa BrasPine enfrenta dificuldades com as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Foto: instagram/BrasPine.

Vista aérea da BrasPine, com um caminhão transportando madeira trafegando pelo portal da entrada.
Empresa BrasPine enfrenta dificuldades com as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Foto: instagram/BrasPine.

A BrasPine anunciou a concessão de férias coletivas a 700 dos seus 1.200 colaboradores da unidade de Jaguariaíva. A medida faz parte de um plano emergencial adotado pela empresa após o governo dos Estados Unidos anunciar o aumento da tarifa de importação sobre produtos brasileiros para 50%. A nova tarifa, oficializada pelo presidente Donald Trump, entra em vigor no dia 1º de agosto e afeta diretamente as exportações da companhia.

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A decisão de conceder férias coletivas, que atinge mais da metade da força de trabalho da unidade, foi uma das ações planejadas pela empresa como resposta a esse novo cenário adverso. Segundo a assessoria da BrasPine em nota enviada ao Diário dos Campos, o objetivo é ajustar temporariamente a capacidade produtiva diante da queda esperada nas exportações para o mercado norte-americano, um dos principais destinos de seus produtos.

Além das férias coletivas, o plano inclui o fortalecimento de práticas de controle orçamentário e a priorização de investimentos essenciais, com foco na sustentabilidade do negócio. A empresa destacou que as medidas fazem parte de um planejamento baseado em análises de risco e cenários econômicos prospectivos, preparado justamente para enfrentar situações de alta volatilidade.

A empresa afirmou ainda que segue atenta às movimentações diplomáticas e comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos, na expectativa de que o governo brasileiro consiga negociar a reversão ou a moderação da tarifa, garantindo a competitividade das exportações nacionais, disse em nota.

A atuação da companhia é baseada em derivados de madeira, como molduras e pellets, os quais são utilizados como combustível. A empresa também atua no ramo florestal. 

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