Em um ano, Ponta Grossa registra 5 vezes mais incêndios florestais


Por politica

Divulgação/IAT

Divulgação/IAT

A região dos Campos Gerais registrou o triplo de incêndios em vegetação neste ano em relação a 2023, durante a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais de 2024 (Operação Quati João). A ação especial do Corpo de Bombeiros do Paraná ocorreu entre maio e outubro e foi encerrada efetivamente nesta quinta-feira (21), com a apresentação do balanço final.

Na área do 2º Grupamento de Bombeiros, durante o período da operação, foram registradas 1.199 queimadas ante 352 no mesmo período do ano passado. Em Ponta Grossa, o número é ainda mais alarmante. Saltou de 129 em 2023 para 528 neste ano – cinco vezes mais.

Além de Ponta Grossa, também integram do 2º GB os municípios de Castro, Jaguariaíva, Palmeira e Telêmaco Borba.

No Paraná, entre maio e outubro, 7.976 incêndios foram atendidos. “Nos últimos cinco anos, este foi o com maior número de ocorrências atendidas. Foi uma operação bastante intensa, que exigiu muito dos nossos bombeiros”, afirmou o coronel Antonio Geraldo Hiller Lino, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros e que responde interinamente pelo comando da corporação.

Aviões para combate às chamas

Durante o encontro virtual, foi destacada a utilização, pela primeira vez, de aviões para o combate a incêndios de maiores proporções e em locais de difícil acesso. Essas aeronaves foram alugadas em parceria com a Defesa Civil. Ainda em campo, o Corpo de Bombeiros contou com o apoio do Instituto Água e Terra (IAT), inclusive no combate ao fogo em áreas de preservação permanente, como em Ponta Grossa, Maria Helena, Piraquara, Umuarama e Cianorte.

O comandante destacou a parceira com entidades, entre elas, o Sistema de Monitoramento do Paraná (Simepar). O instituto alimentou a operação com dados referentes a condições climáticas.

Sair da versão mobile