
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná tem intensificado os treinamentos para aplicação do manejo integrado do fogo (MIF), técnica que utiliza queimadas controladas como estratégia de prevenção e combate a incêndios florestais. Em 2025, a iniciativa foi ampliada para Jaguariaíva, nos Campos Gerais, onde o bioma do cerrado exige cuidados específicos.
De acordo com o tenente-coronel Rafael Lorenzetto, comandante do 5º Comando Regional de Bombeiro Militar, sediado em Ponta Grossa, o método reduz a quantidade de material combustível acumulado na vegetação, diminuindo o risco de incêndios de grandes proporções. “As queimadas controladas reduzem o risco de incêndios devastadores, pois diminuem o material acumulado e ainda favorecem a regeneração dos ecossistemas”, destacou.
Formação de brigadistas
Além da atuação direta no manejo do fogo, os treinamentos também são voltados à formação de brigadistas florestais. Em 2024, mais de 100 brigadas municipais receberam capacitação em parceria com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil. “Com brigadistas preparados e equipamentos adequados, conseguimos agir mais rapidamente e de maneira eficaz em caso de incêndios”, reforçou Lorenzetto.
A prática já é adotada desde 2014 no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e agora se consolida também em Jaguariaíva, ampliando a proteção ambiental nos Campos Gerais.
Veja fotos do treinamento:
Regulamentação e protocolos
O MIF é regulamentado pela Lei 14.944/2024 e só pode ser realizado mediante autorização de órgãos ambientais, como o Instituto Água e Terra (IAT). No Paraná, as queimadas controladas são autorizadas entre os meses de maio e julho e seguem protocolos rigorosos de segurança.
Segundo o CBMPR, o trabalho de prevenção inclui reuniões mensais para atualização de estratégias e alinhamento entre diferentes órgãos. A capacitação contínua das tropas e a integração com parceiros garantem uma atuação mais ágil e eficiente no enfrentamento aos incêndios florestais.
“Estamos cada vez mais preparados para enfrentar grandes ocorrências. A legislação atual, aliada aos investimentos em equipamentos e treinamento, garante a segurança do meio ambiente e das comunidades locais”, concluiu o comandante.
