Castrolanda vai investir R$ 150 milhões em duas novas fábricas; veja os locais


Por Vitor Carvalho
castrolanda 150 milhoes

Foto: divulgação/Castrolanda

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Foto: divulgação/Castrolanda

A Castrolanda vai ampliar sua produção e apostar em um novo nicho alimentício. A expansão foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta quinta-feira (26). Os projetos industriais consistem na implantação de uma fábrica de tortilhas e na construção da Unidade de Dietas Bovinas (UDB). O investimento é de R$ 150 milhões. 

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A decisão faz parte do planejamento estratégico da Castrolanda, que tem priorizado investimentos voltados ao crescimento sustentável. A fábrica de tortilhas e a Unidade de Dietas Bovinas serão construídas em uma área adquirida pela cooperativa em Castro, nas proximidades da unidade da Cargill, em uma região com fácil acesso pela rodovia PR-090, na Estrada do Cerne – Contorno Norte.

O espaço foi concebido para abrigar um novo complexo industrial da Castrolanda, com capacidade para receber, futuramente, diferentes unidades produtivas. A definição do local considerou aspectos logísticos, além do apoio do poder público municipal, que já indicou a concessão de incentivos para a implantação do projeto.

Planejamento

Os projetos estão em estágio avançado de planejamento, com estudos de terraplanagem já em andamento. Após a aprovação da AGE, a expectativa é dar mais agilidade ao cronograma e iniciar as obras ainda no primeiro semestre.

Diversificação da produção

A fábrica de tortilhas contará com investimento de R$ 100 milhões e foi concebida a partir de uma análise de mercado que identificou oportunidades nesse segmento. Ao contrário de categorias já consolidadas, como a batata frita, o mercado de snacks à base de milho ainda é concentrado em poucos players, conforme explica o gerente executivo dos Negócios Batata, Cassiano de Oliveira Carrano.

“A partir dessa oportunidade a proposta é replicar, no modelo de tortilhas, a experiência já consolidada da cooperativa com a industrialização de batata frita, especialmente no formato B2B. A produção já nasce com demanda assegurada, voltada prioritariamente a um parceiro estratégico”, comenta.

O projeto também contempla o uso de equipamentos de tecnologia de ponta, fornecidos por empresas reconhecidas como referência e líderes mundiais nesse tipo de maquinário.

Além do posicionamento estratégico no mercado, a nova planta deve proporcionar ganhos de eficiência, com redução no consumo de água e menor intervalo entre o processamento do milho e a entrega do produto. A operação será altamente automatizada e demandará mão de obra qualificada.

Unidade de Dietas Bovinas

Outro projeto aprovado prevê a construção da Unidade de Dietas Bovinas (UDB), com investimento estimado em R$ 49,5 milhões e início das operações previsto para 2027. A iniciativa atende a uma demanda histórica dos produtores de leite, que buscam mais eficiência e praticidade na alimentação do rebanho. A unidade produzirá dietas balanceadas, formuladas com diferentes combinações de ingredientes e prontas para uso nas propriedades.

Segundo o especialista de Estratégia e Projetos, Diego Van Helvoort Alves da Cruz, a proposta é tornar o manejo nutricional mais simples e elevar a eficiência produtiva. “Com a UDB, teremos uma estrutura inovadora e adequada para utilizar maior número de ingredientes disponíveis no mercado e formular dietas específicas ampliando as possibilidades técnicas e produtivas”, explica.

O modelo é considerado inovador e permitirá melhor aproveitamento das matérias-primas disponíveis, ampliando as possibilidades técnicas na formulação das dietas.

“O sistema proporcionará maior uniformidade na dosagem dos ingredientes e, principalmente, mais precisão, resultando em menor desperdício. A UDB possibilitará dietas mais ricas, com maior diversidade de insumos e melhor aproveitamento pelos animais. Isso se reflete em aumento da produção de leite, redução da necessidade de mão de obra, economia de diesel e menor desgaste de máquinas. Além disso, há ganhos em agilidade no preparo das dietas, facilidade de armazenamento e aprimoramento no monitoramento e controle dos ingredientes”, destaca o consultor de Negócios Leite da Castrolanda, Huibert Pieter Janssen.

Segurança e conveniência

Os novos investimentos estão alinhados à missão da Castrolanda, que é gerar valor ao cooperado por meio de segurança e conveniência no agronegócio. No caso da UDB, a proposta é facilitar a rotina do produtor, oferecendo soluções prontas e de alta qualidade. Já na industrialização, o objetivo é fortalecer a cooperativa como um todo.

O diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee, ressalta que o avanço no setor industrial é fundamental para garantir maior estabilidade financeira, especialmente diante da volatilidade dos mercados agrícolas.

“A indústria permite retornos mais consistentes e contribui para um crescimento mais sustentável. A evolução para modelos de negócios mais integrados e diversificados, capazes de gerar valor sustentável mesmo em cenários de instabilidade no setor agropecuário”, aponta.

Para o presidente, Willem Bouwman, a industrialização reforça a solidez da cooperativa e traz benefícios indiretos aos associados. “Não podemos depender apenas da produção primária. Precisamos agregar valor aos produtos, trazendo mais resultados para a cooperativa e, consequentemente, para o cooperado”, finaliza o presidente.

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