Aliel comenta medidas anunciadas para enfrentar tarifaço

O deputado federal Aliel Machado (PV-PR) comentou as medidas anunciadas após a reunião de terça-feira (9), entre os prefeitos da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para enfrentar o tarifaço dos Estados Unidos aos produtos do Brasil. Nesta quarta (10), em palavra concedida à imprensa, Aliel detalhou cada medida discutida e relatou detalhes da reunião, ocorrida em Brasília.
Medidas do governo federal para enfrentar tarifaço
“O vice-presidente está liderando o processo de negociação e de medidas do governo, para amenizar o impacto dessa decisão dos Estados Unidos. A começar pela abertura de novos comércios, relações com outros países para ampliar o leque de negociações. Além disso, foram informadas medidas para ajudar as empresas, como a postergação das cobranças de novos impostos e abertura de créditos, para que elas possam honrar seus compromissos”, comentou o deputado.
Dentre as medidas anunciadas na reunião de terça, Geraldo Alckmin destacou que o governo federal está atuando em diferentes frentes para reduzir os efeitos da taxação, como por exemplo a negociação para exclusão de setores da tarifa, a ampliação da seção 232 e o estímulo à exportação. Há também uma medida provisória em análise no congresso, previsão de um crédito de R$ 40 bilhões com juros de 7,5% ao ano, prorrogado o drawback por mais um ano e concessão de crédito de 3,1% para exportações pelo Reintegra.
Impactos nos Campos Gerais
Os impactos da taxação na região dos Campos Gerais, como no setor madeireiro em Jaguariaíva, Imbituva, Sengés, Ventania, Telêmaco Borba, Imbaú, entre outros municípios, foram relatados na reunião. “Alckmin mostrou, tecnicamente, como essas negociações estão sendo conduzidas pela equipe do governo federal e que está tendo um contato com os EUA e empresários de lá, mostrando todos os números e que o governo está disposto a fazer o processo de negociação, com muito diálogo, para reverter essa situação, que não só está trazendo prejuízos aos brasileiros, às empresas daqui, mas também aos americanos, pois a inflação lá já começou a aumentar e não estão conseguindo fazer esse comércio com o Brasil, como era feito há muitos anos”, detalhou Aliel.
“Os prefeitos também relataram que há uma perspectiva de diminuição de receita nos cofres municipais, porque muitos serviços em cadeia, com a diminuição da produção, diminui a arrecadação do ISS e pode aumentar a demanda dessas pessoas que acabam ficando desempregadas por serviços que as prefeituras prestam”, acrescentou o deputado. “Medidas já estão sendo tomadas, foi aprovada por exemplo, uma emenda constitucional que aumenta o prazo para que os municípios acertem suas dívidas de precatório”, completou.
“Todos os brasileiros sofrem, não podemos aceitar”, expressa Aliel
Aliel reforçou seu posicionamento, de que a decisão dos Estados Unidos foi uma decisão política, uma vez que, ao longo dos últimos anos, o país tem vantagem nas negociações com o Brasil. “Continuamos acompanhando, cobrando e aprovando medidas aqui em Brasília, para diminuir os impactos. Afinal de contas, essa não é uma discussão de esquerda e direita, tem que ser uma discussão política de Estado, colocando o Brasil em primeiro lugar. Quando o Brasil é atacado dessa maneira, todos os brasileiros sofrem e não podemos aceitar uma situação como essa como se fosse normal”, concluiu.

